segunda-feira, 2 de março de 2026

O BBB RUBRO-NEGRO - Por Rodrigo Curty

E o que acontece com o Flamengo? Definitivamente o time não consegue embalar ou simplesmente apresentar o mínimo que se espera dentro do campo. Qual o motivo de tudo isso?

Muito bem, vamos voltar um pouco no tempo. Flamengo e Paris Saint Germain na final do mundial de clubes. Que jogo, que exibição, que representação brasileira, que derrota melancólica nos pênaltis. Pelo incrível que possa parecer, ali o time entrou em frangalhos. Os dois primeiros bês entraram em cena. B de BAP (Luiz Eduardo Baptista) e B de José Boto.

Após a derrota de "pé", o então presidente deu declarações, que sinceramente poderia deixar internamente. Coisas do tipo: "O Paris Saint-Germain gastou fortunas sem obter resultados", alertando que o Flamengo não deve seguir esse caminho, sugerindo uma gestão mais eficiente que a de clubes europeus e, implicitamente, superior à dos clubes brasileiros. Disse também que o Rubro-Negro é uma "ilha" de gestão no Brasil, com uma arrecadação muito superior, o que permite um nível de investimento que outros clubes brasileiros não conseguem acompanhar e mandou recados diretos no fim da temporada, após títulos, dizendo para os rivais se acostumarem. 

Muito bem, um presidente que afirma que tem mais de um bilhão para investir e que seguirá dominando tudo, além de sonhar em transformar o Flamengo no Real Madrid das Américas, precisa ser menos egocêntrico, narcisista e mais humilde em entender que ninguém ganha, planeja e conquista sozinho. Que não foi apenas ele que colocou o clube onde está. O potencial é nítido, por isso é fato acreditar que o Flamengo já está muito perto desse patamar. Sem falsa modéstia, sim, por tudo que vem construindo, investindo, planejando. Só que o futebol vive de títulos, de glórias, de boas gestões. 

O nosso segundo B, em questão, é o diretor de futebol José Boto, que vem sendo muito criticado pelos torcedores, e de acordo com relatos, internamente funcionários e jogadores estão insatisfeitos com a maneira que ele se comunica, descrevendo-a como direta e às vezes ríspida. Ora, aqui vale uma reflexão. Será que já não era assim o estilo do dirigente em 2025? Bastou o time entrar em frangalhos para isso vir a público? O fato é que a cobrança deve vir de forma dura sim, pois os salários do elenco estão em dia, a folha é altíssima, a estrutura oferecida é de nível europeia, e é obrigação vir os resultados esperados. 

Arrisco dizer que Boto tinha que fazer o seu papel sem tanto holofote. O tipo de gestão "amadora" começou na minha opinião na renovação de Filipe Luis. Uma novela sem necessidade nenhuma, e que muito em breve pode terminar sem o esperado final feliz. A questão de seguir na busca de um centroavante, de ter que reforçar o elenco, de certa forma também atrapalha quem lá está, uma vez que nem todos sentem segurança em trabalhar, pois cria uma dúvida se ficará ou será usado como moeda de troca. Alguns inclusive nem sabe se renovarão. Sempre fui a favor desses assuntos serem tratados internamente, doa a quem doer. Um clube que se coloca como exemplo de gestão, deveria saber que é necessário fazer mais e falar menos.

É verdade também que os títulos ofuscam os problemas. Será que se o Flamengo mesmo jogando esse futebol pobre, sem variações, qualidade técnica e física, e principalmente falta de confiança, tivesse conquistado a Supercopa do Brasil e a Recopa, estaríamos debatendo essas questões? Falaríamos da lambança que foi o planejamento no início da temporada ao ter que usar o time principal para seguir vivo no carioca? Vale a reflexão!

Aqui vem o terceiro B, o do bando. Sim, o time que mesmo, ao meu ver, não encantou nem nas conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2025 segue parecendo um bando em campo. Falta definitivamente um time titular. Um time que sabe o que faz com a bola. Um time que não tenha tantas mudanças, que não seja tão perdido, sem rumo, desacreditado. Um time sem comando. O Flamengo tem sim o melhor elenco do país, mas o time está longe de ser o melhor. O tumulto foi criado, o papo foi dado, resta saber se terá efeito. Com todo respeito ao Madureira, mas o Flamengo está na final e agora é aguardar se a água se transformará em vinho na final contra o Fluminense. A única certeza é que em caso de mais um título perdido, a corda vai estourar de vez e cabeças irão rolar. 

Faça a sua aposta. A minha é que perdendo ou ganhando a final, a chave vai virar, e que 2023 sempre será um passado que o Rubro-Negro não desejará lembrar. 

Até a próxima!   

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E o Flamengo? Acabou o amor ou a essência? Por Rodrigo Curty



O futebol é uma paixão! Isso é mais do que claro. Amor e ódio andam lado a lado. A relação time e torcida sempre viverá numa montanha russa de emoções. A questão é encontrar um equilíbrio quando um time considerado colossal começa a desmoronar.

O ano de 2026 iniciou com a certeza para muitos, de que o Flamengo nadaria de braçadas, afinal o elenco, pelo menos no papel é absurdamente forte, milionário e sujeito a mais peças, se necessário.

Ora, o fato é que ninguém ganha de véspera e muito menos sem jogar. É bem verdade que o ano apenas começou, e nesse calendário absurdo com campeonatos regionais, misturado com brasileirão, e em breve Copa do Brasil e Libertadores, quem não tiver a competência, estratégia, planejamento e sangue frio, vai ter problema. E para o torcedor rubro-negro, isso já parece uma triste realidade. O time tem sérios riscos de disputar um quadrangular contra o rebaixamento no estadual, estreou de forma bisonha no brasileirão, perdeu o título da Supercopa do Brasil, jogando novamente mal e se vê sem muito tempo para se ajustar.

É bem verdade que a torcida ficou mal acostumada. Os títulos da Libertadores e Brasileirão no ano passado, ainda vivem na memória, só que não se pode tapar o sol com a peneira e achar que os velhos erros sumiram. E olha que nem sou daqueles que questionam o trabalho de Filipe Luís como sendo ruim, porém questiono ou pelo menos tento entender o porque de tantas insistências, teimosias e pragmatismo do treinador.

É inadmissível ver um elenco desse porte entregando tão pouco, mesmo quando vence ou conquista títulos. Se analisarmos a equipe titular ou a reserva, é possível montar dos grandes times. É mais do que necessário fazer esse time render. O time é ruim em campo. O esquema tático manjado, a preguiça de certos jogadores, a falta de iniciativa, liderança, e pior, a aceitação de estar sendo derrotado é imperdoável. E seria bom começar a colocar em campo quem está com vontade ao invés de jogadores que entram só pelo nome.

O que acontece com a zaga que levou poucos gols em 2025? Por que o setor de meio-campo anda distante, sem comunicação, qualidade e sem criatividade? E o ataque? Até quando será inoperante? Estamos falando de nomes como Varela, Léo Ortiz, Alexsandro, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Pedro, entre outros. Porque insistir em Plata, Bruno Henrique de falso 9, Samuel Lino? Porque não dar mais tempo para Cebolinha, recuperar o futebol de Luiz Araújo, entender a importância de variações táticas, durante as partidas, por exemplo num esquema - 4-2-1-3 , 4-2-3-1, ou um simples 4-4-2.

O Flamengo tem a obrigação de render mais, de surpreender os adversários, de tirar sempre um coelho da cartola. Não dá mais para aceitar esse jogo pragmático, que é fraco no ataque e displicente na defesa. O time não tem competência e machuca muito pouco. Será que é tão difícil fazer um time atuar com mais atenção, tesão e vibração? Filipinho é estudioso, só que também parece manter o espírito de jogador, e talvez isso atrapalhe. Tem que entender, de uma vez por todas, que agora que ele está muito valorizado tem que esquecer as amizades e cobrar mais e mais. E isso serve também para o diretor de futebol José Boto. O elenco ganha em dia, tem as regalias, chega de passar o pano e se abraçar as desculpas de má sorte, temporada iniciando, erros de arbitragem, etc.

A essência do Flamengo sempre será de vencer, de lutar e jamais se entregar. A mística de raça, amor e paixão precisa voltar. O amor jamais acabará, só que passou da hora do time reagir, caso contrário, a tendência é a torcida reviver os velhos filmes trágicos entrando em cena. A hora da virada é na quarta-feira contra o Internacional, em pleno Maracanã, que entre aplausos e possíveis vaias, receberá a equipe e também a reestreia de Paquetá, jogando em casa.

É aguardar para ver! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de março de 2023

O eterno Rei rubro-negro faz 70- Por Rodrigo Curty

E hoje é um dia muito especial para a Nação Rubro-Negra, aliás, arrisco dizer que para os rivais também, afinal é desafiador encontrar alguém que não seja fã de Arthur Antunes Coimbra. 

O Arthurzico, como sempre foi chamado por Dona Matilde e Seu Antunes, o Galinho de Quintino para a maioria ou simplesmente Galo, Zico, Arthur, não importa, pois o fato é que o lendário camisa 10 da Gávea é um cara espetacular.

O tempo passa, mas a alegria, agradecimento, legado e exemplos diários do eterno Rei rubro-negro, que completa hoje 70 anos seguem à toda e que assim seja por muitos e muitos anos.

Zico é uma pessoa ímpar, humilde desde os tempos de atleta. Um conhecedor como poucos do esporte Bretão. 

E parafraseando o grandíssimo Jorge Ben Jor, como faz falta um cara com a dinâmica, física, rica e rítmica e com reflexos lúcidos para resolver os jogos do Mais Querido. Que saudades de seus dribles desconcertantes, chutes eletrizantes e o barulho da rede estufando com os gols de placa.

É óbvio que não existe perfeição, só que Zico sobrava em inspiração, mesmo quando não estava bem, o que era raríssimo. Jogador clássico, de visão absurda das jogadas, de toques refinados, explosão, gols espetaculares, de faltas cobradas com a "mão", meu Deus, quanta saudade. E sim, é maravilhoso viver esse saudosismo.

Meu desejo é para que Zico tenha cada vez mais saúde, alegrias e siga ensinando, contando as suas histórias aos mais novos e aos atletas que por muito pouco se julgam craques e ídolos. Que siga sendo exemplo de inspiração, comportamento e pés no chão.

Escrever, falar de Zico é sempre maravilhoso. Falar de seu início, do convívio em família e amigos em Quintino, do primeiro jogo, os gols espetaculares, os momentos de dificuldades, vitórias na vida e na carreira, entre tantas outras coisas é sempre bom, mas isso já foi e sempre será contado por mim e outros, sempre será lembrado, e convenhamos, para falar do Galinho, haja páginas e arquivos.

E mesmo sabedor que ele merece o máximo de homenagens, eu encurto para não perdermos tempo com o que nos dá saudade, os lances, gols e alegria de uma tarde de domingo no Maracanã, pelo país, mundo inteiro, seja vestindo rubro-negro ou de amarelinha. Seja pela Udinese ou Kashima 

Então, eu deixo aqui para o deleite da Nação, alguns desses momentos do cara de marcas impressionantes*. O do homem que fez em 23 anos de carreira, 804 gols oficiais, sendo 509 gols com a camisa do Mengão, o que te coloca como o maior artilheiro do clube. Destes, 334 gols foram no Maracanã, o que o coloca como o maior artilheiro do estádio. Zico também é o maior artilheiro do clássico Fla-Flu com 19 gols, dono de duas bolas de ouro, cinco de prata e alguns troféus de artilheiro das competições. 

TÍTULOS DE ZICO NA CARREIRA (1971-1994)

Flamengo:

Carioca - 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981 e 1986
Brasileirão - 1980, 1982, 1983 e 1987
Copa Intercontinental (Mundial) - 1981
Copa Libertadores - 1981

Seleção Brasileira:

Copa Roca - 1976. Títulos em amistosos: 
Taça do Atlântico (1976), Copa Rio Branco (1976), Taça Oswaldo Cruz (1976), Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (1976) e Taça Brasil-Inglaterra (1981)

Kashima Antlers:

Copa Suntory Series - 1993

Saúde Arthur Antunes Coimbra. Felicidades e obrigado por tudo que fez e faz pelo nosso futebol, pelo Flamengo e sim, Vida longa ao Rei! SRN galera e até a próxima! 

*Gols retirados do canal Futebol Nacional e Fla Jornal


quarta-feira, 1 de março de 2023

LÁGRIMAS E CHUVA - Por Rodrigo Curty

E não é que a música Lágrimas & Chuva, composta por Bruno Fortunato, Carlos Leoni, George Israel e cantada lindamente na voz da bela Paula Toller, da banda Kid Abelha até que casa com o momento do Flamengo?

Arrisco dizer que tem muito rubro-negro perdendo o sono, chorando, lamentando e que busca entender o sentido da atual fase da equipe. Sim, o medo de ter uma temporada drástica é real, como é o de entender que o mundo é injusto e no momento ruim, o desejo é esquecer.

Sim, eu assumo, que eu queria esquecer que o Mais Querido do Brasil, mais uma vez decepcionou o seu torcedor. Lá se foi mais um título pelos ares, desta vez o da Recopa, em pleno Maracanã com quebra de recorde de público. Sim, o campeão foi o Independiente del Valle, do Equador, que fez valer da única opção que tinha para chegar ao objetivo - o de deixar de jogar, atrasar o jogo, catimbar e contar com a sorte até a decisão nos pênaltis, vencido por 5x4.

De qualquer maneira, futebol é competência e como o rubro-negro não teve durante mais de 130 minutos e na marca da cal, o que se viu no apagar das luzes foi mais um Maracanazo, um vexame, uma tristeza para mais de 42 milhões de torcedores.

Definitivamente o Flamengo está em uma fase ruim. E olha que se analisarmos friamente, veremos que o time vem em evolução, mesmo ainda devendo demais em alguns quesitos. Basta prestarmos atenção no setor defensivo que levou apenas dois gols nas últimas cinco partidas, sendo duas delas com um time reserva. Ok, só que o futebol é feito de gols, e nesse quesito que sempre o time foi forte, está uma vergonha. No mesmo período foram apenas sete gols marcados.

É inadmissível marcar apenas um gol na equipe equatoriana. É bem verdade que na primeira etapa, se as chances criadas fossem convertidas em gol, hoje falaríamos que finalmente o time parecia engrenar. Ora, cinco chances claras, sendo quatro de cabeça, duas batendo na baliza e apenas uma de Varela chutando para a defesa de Moisés Ramírez. É pouco para um time de qualidade técnica absurda. No segundo tempo, o time foi muito mal, VP demorou para mexer. Matheus Cunha e Cebolinha foram bem, e Arrascaeta deu uma esperança no fim, para na prorrogação não render e nas penalidades sucumbir. Coisas do futebol. 

Muita das vezes as conquistas ou vitórias ofuscam os problemas. O maior erro do Flamengo se chama planejamento. Foi assim, quando terminou a Libertadores com o tricampeonato. Longe de achar que Dorival Junior seria a solução, mas também, longe de concordar que deveria sair da maneira que foi. Mesmo nitidamente o time abrindo mão do resto da temporada, com duas taças importantes conquistadas, o treinador deveria permanecer até o final do Mundial de clubes, independente do resultado.

Pois bem, assim não foi. A diretoria trouxe Vítor Pereira e convenhamos, da pior maneira possível. Até poderia ser ele o nome, mas não no momento que foi. Um tiro no pé, aliás, mais um dessa diretoria, que sim, é vitoriosa, porém que se sente acima do bem e do mal. VP completou ontem 58 dias no comando e já perdeu três decisões( Supercopa, Mundial de Clubes e Recopa). O time segue trocando o pneu com o carro em movimento. Todos acreditavam que o entrosamento da equipe supriria qualquer adversidade.

Só que existe a metodologia de cada pessoa. E VP definitivamente tem dificuldade de implantar a sua e sabe Deus se conseguirá ficar no comando. Hoje o time é um festival de cruzamentos sem sentido. A bola parada não existe, assim como a parte física e técnica desejada. 

De qualquer maneira, arrisco dizer que a diretoria não quer cometer os mesmos erros de gestão com os antecessores do português. É claro que o cenário é parecido com o ocorrido com Paulo Sousa e Domènec Torrent, para não falar de Rogério Ceni, Renato Portaluppi e Dorival Jr.

A temporada está apenas no começo, só que a paciência acabou. O que fazer? Buscar culpados? Recomeçar? Parar de palhaçada e entender que o Flamengo é uma empresa e que as regras do jogo devem ser seguidas, jogadores gostem ou não. Sim, em momentos de crise, o que sempre parece é que os jogadores que mandam. 

Nomes como Santos, David Luiz, Varela, Vidal, Arrascaeta, Éverton Ribeiro, Gabigol, Pedro, entre outros, oscilam muito. Tem que olhar mesmo para a garotada, principalmente para Matheus Cunha e Matheus Gonçalves. Chega de jogar com o nome. Chega de colocar panos quentes e aceitar que o elenco peça um treinador que seja boa gente, que não cobre treinamentos "fora de hora", que "escuta" o que pensam do planejamento e etc, para assim darem resposta no campo.

Na atual conjuntura, se eu fosse arriscar, diria que VP sai se tiver uma proposta e, se ficar, tem prazo, sairia no meio do ano, para a volta de Jorge Jesus. Claro, que insistem em falar da possibilidade de Tite. E Cuca? Ora, quanta suposições. Se fosse escolher, porque não Marcelo Gallardo?

Acredito que vale viver o presente, afinal o momento é conturbado, mas a hora é de te calma, avaliar se seria hora de uma renovação, uma rejuvenescida no elenco, contratações pontuais e não astronômicas. O elenco é fortíssimo, e tenho certeza que dará a volta por cima, como sempre deu, afinal, acredito que não apenas eu, mas quase que a massa inteira, fica ouvindo passos e acredita, quem sabe o fim da história, viveremos as glórias de mil e uma noites.

Ser Flamengo é para os fortes e a torcida abandonar agora seria um erro. É a hora da união, de sermos mais fortes e lutarmos como sempre contra tudo e todos. Levar a energia para o elenco responder com raça, amor e paixão!

É aguardar para ver! Até a próxima!

 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Cidadãos do Futebol se apresentam no Allianz Parque

Educação, família e esporte. A soma dessas três potências entra em campo no próximo dia 05 de fevereiro no Allianz Parque, em um jogo-exibição com estrelas do mundo da bola e alguns dos jovens que participam do projeto Cidadãos do Futebol.

Iniciado em 2017, por iniciativa de Cesar Sampaio, ex-jogador e atual auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Futebol, José Ignácio Rivero, ex-vice-presidente do Real Madrid, e dos empresários Mario Miura, Murilo Marques Miura e Edmundo Ferrari, o projeto acontece no Comercial Futebol Clube de Tietê, preparando atletas no interior de São Paulo para o esporte e para a vida profissional.

Além de toda a estrutura esportiva do clube, os 200 jovens atendidos pelo Cidadãos do Futebol contam com a preparação para a vida profissional sendo direcionados como jovens aprendizes (designação dada ao primeiro emprego de adolescentes, a partir dos 14 anos).

 Além da sede na cidade de Tietê, o projeto conta com núcleos parceiros espalhados pelo município de São Paulo e outros estados brasileiros, quem apoiam na captação desses talentos. Os núcleos funcionam como verdadeiras plataformas de formação e desenvolvimento para cada participante.

Empresas da região apoiam a iniciativa acolhendo os Cidadãos do Futebol nos seus quadros. “A gente quer dar uma oportunidade, seja no esporte, seja no mercado de trabalho”, afirma Sampaio. Segundo o ídolo, hoje padrinho do projeto, é necessário oferecer alternativas para esses jovens.

 Com a bola no pé ou a caneta nas mãos eles fazem da Casa do Atleta, centro de convívio dos Cidadãos do Futebol, uma espécie de extensão das suas casas, fortalecendo o senso de família. Para fazer parte do grupo, todos os participantes precisam estar regularmente matriculados na escola.

Essa nova geração de futebolistas pisará pela primeira vez no Allianz Parque para uma partida-exibição contra um elenco de ouro formado pelo próprio Cesar Sampaio, Amaral, Zé Roberto, Sérgio, Galeano, Mauro Silva, Washington, Júnior e Marcos Assunção, tendo como árbitro da partida o Sálvio Spindola e comentários de Mauro Betting.

Após o jogo, o grupo segue para um coquetel com apresentação do projeto para o empresariado, personalidades do mundo da bola e jornalistas convidados. Será um evento fechado e sem a presença de público, devido as orientações para a prevenção do Covid-19.

O Projeto Cidadãos do Futebol mostra como é possível fazer do esporte, da educação e da família, ferramentas de transformação social, esportiva e econômica das mais relevantes.

Até a próxima!

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

QUAL O TIME QUE PODE PARAR O PALMEIRAS - Por Rodrigo Curty

E o torcedor do Palmeiras não esquecerá jamais o que viu acontecer no estádio do Independiente, o chamado “Libertadores da América”. A partida que abriu a primeira semifinal da temporada 2020, entre o poderoso River Plate e o time brasileiro surpreendeu.
Sim, nem os mais otimistas palestrinos poderiam esperar tamanha superioridade sobre o 'millonarios', uma equipe que nas últimas seis edições, conseguiu chegar em cinco semifinais, sendo finalista em três e campeão em duas.  
O futebol tem dessas coisas. E como sempre costumo dizer – “o futebol é competência”, e isso doa a quem doer, o Palmeiras tem mostrado de sobra nas três competições que disputa. O time de Abel Ferreira é uma equipe que sabe sofrer e matar o jogo na hora que tem a chance.
E diferente de muitos que mudam de opinião, de acordo com o que se vê, eu mantenho a minha sobre o time paulista. E podem falar o que quiserem, sobre o longo período invicto, sobre ter a melhor defesa, um ataque avassalador e melhor da competição e etc. Acho uma equipe comum, porém, que conta com uma interessante espinha dorsal e é extremamente competitiva, cirúrgica e fria. Fora isso, é também muito bem comandada pelo seu treinador português, Abel Ferreira, que tem e muito o elenco na mão.
Se voltarmos um pouco no tempo e analisarmos como foi a primeira partida contra o Libertad (Par) e recentemente contra o América MG e Red Bull Bragantino, acredito que alguns irão concordar. Outros dirão que é porque o time tem muita sorte, eu prefiro dizer que sim, tem sorte, e essa acompanha os competentes e os trabalhadores. O Palmeiras sabe o que quer, o que tem de material humano e joga como tem que jogar contra os adversários em questão. Por isso, merece estar aonde está, simples assim.
E sim, valorizo os esquemas que são montados com o que se tem na mão, mesmo esses, quase sempre com o mesmo repertório de jogadas. E isso Abel Ferreira faz e muito bem. A zaga é muito bem postada, liderada por Weverton, que quando exigido dá conta do recado, do zagueiro e capitão, o excelente Gustavo Gómez, do coringa e revelação Gabriel Menino, que sem deixar a fama subir na cabeça é um jogador ‘grande” e que parece um veterano.
As alternativas no meio-campo, no caso da vitória contra os argentinos, onde se viu novamente, a obediência tática de Patrick de Paula e Danilo, além da saída de bola de Gustavo Scarpa e trocas rápidas de passes para que a bola chegasse no “matador” Luiz Adriano e no dedicado Rony. É ou não é para enaltecer o trabalho?
E olha que o esperado para o primeiro duelo da semifinal era uma derrota, mesmo que magra para trazer esperança de classificação na partida de volta. Sim, o Palmeiras era questionado por ainda não ter batido de frente com uma “equipe de verdade”. A prova foi essa. No começo dois sustos e parou por aí. Depois um jogo de domínio brasileiro. A torcida que canta e vibra segue empolgada.
E mesmo assim vão diminuir a vitória de 3x0, que poderia ter sido 4 ou 5. É bem verdade que o River Plate valorizou mais o “Superclássico” contra o Boca Jr no sábado e, que sinceramente foi um grande erro de planejamento, já que ficou nítido o desgaste da equipe. Cada um com os seus problemas. Futebol não é soberba e sim respeito. O Palmeiras aproveitou bem esse período de paralização para trabalhar táticas e recuperar jogadores desgastados. O resultado apareceu.
Faça a sua aposta. Mesmo o futebol nos mostrando surpresas, eu vejo até um River diferente na partida de volta. E sim, tem capacidade de fazer os mesmos três ou mais gols no Allianz? Claro, só que um time que já faz a melhor campanha de equipes brasileiras na competição e que têm a melhor defesa com apenas 4 gols levados aumenta o desafio. Assim, para o Palmeiras é ter tranquilidade e os pés no chão para embarcar para a grande decisão no Maracanã, no dia 30 de janeiro contra Santos ou Boca Jrs, que disputam a primeira partida hoje.
No retrospecto, agora o duelo mostra 13 jogos, sendo, quatro vitórias do Palmeiras contra três do River Plate e seis empates.
Parabéns ao Palestra e até a próxima!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

FLAMENGO É MAIOR QUE AS ELIMINAÇÕES - Por Rodrigo Curty

Foto: UOL
E lá se vai mais uma eliminação do time que é considerado por muitos, como realmente, sendo o melhor do Brasil. E alguém discorda, apesar das quedas?

Ora, o fato é que o aconteceu em 2019, dificilmente acontecerá com qualquer equipe que seja.  Dinheiro, estrutura, salário em dia, trabalho e mais trabalho não é certeza de conquistas.

O Flamengo, sem querer ser prepotente, perdeu e segue perdendo para ele mesmo. Sim, o time nem sempre vai acertar, a começar pela sua direção, que se brilhou no ano passado com contratações pontuais e assertivas, baixo custo nas transações e um planejamento invejável, nesse ano de 2020, antes mesmo da pandemia, vacilou demais, apesar das conquistas.

Tudo começou com a novela de fica ou não fica Jorge Jesus. As saídas de seu corpo médico, incluindo fisiologistas e fisioterapeutas, que foram fundamentais na recuperação de jogadores, contratações equivocadas e por aí vai.

Para piorar, ao invés de focar no trabalho físico, o elenco ganhou férias e voltou totalmente pesado, ou seja, muito ruim fisicamente e tecnicamente. Como se não bastasse, para mostrar sua força, Marcos Braz e Bruno Spindel foram atrás de um treinador na Europa. E olha que sem a preocupação se agradaria a todos, o nome escolhido.

Pois bem, veio a aposta de nome Domènec Torrent, que estava fora do fortíssimo New York City FC, após tentativas frustradas por outros treinadores. Um erro que custou caro demais. O time não se ajustou, perdeu aquilo que havia sido montado pelo JJ e a pandemia, e de quebra, deve milhões ao espanhol.     

A briga interna é e sempre será um problema no clube, e isso não é exclusividade. É preciso uma postura mais presente do presidente Rodolfo Landim. Passou da hora em decidir se fica com Marcos Braz ou Luiz Eduardo Baptista, assim como fez com Paulo Pelaipe. É nítido que existe o rachão e diferenças ideológicas e de postura com o elenco e conselheiros.   

E dessa maneira, isso reflete no grupo, que passou de campeão a amarelão. Os cofres deveriam estar cheios. Ao invés disso, sobra decepções, falta de competência, recuperação de jogadores e lamentações.

Para muitos, a saída de Rafinha, a chegada de uma zaga que não vingou e nem vingará, insistências em nomes como o de Vitinho e perseguidos Willian Arão e Diego também colaboraram para as eliminações. O torcedor vive de paixão e sempre buscará os culpados. Rogério Ceni entra nesse cenário. O treinador pegou uma verdadeira bucha. Veio, ao meu ver, super valorizado graças à ajuda dessa mídia que insiste em se equivocar. O atual treinador conquistou a série B e a Copa do Nordeste. Ora, com todo o respeito, o Flamengo é outro patamar.

Agora, sejamos justos com ele. Sofreu e sofre com desfalques. O time não consegue fazer os gols e lá atrás é uma beleza para qualquer adversário. O maior erro foi querer levantar a moral de Léo Pereira, Gustavo Henrique, inventar posições, como a de Renê de lateral direito. Fora isso, trocar medalhões, em momentos cruciais.

O Flamengo deu azar nas eliminações? Sim, basta olhar as partidas com frieza e ver que o time perdeu a classificação pelos próprios erros e pela competência dos outros. O São Paulo venceu no Maracanã com erros bizarros e no Morumbi, aproveitou as chances. Deu em ambos os jogos 10 chutes e marcou 5 gols. Contra o Racing, o time carioca foi uma equipe que não machucou o adversário desfalcado e na volta, para variar, perdeu uma sequência de gols, deixou a desejar com triangulações, insistiu em chuveirinhos e, tudo isso culminou para mais uma tragédia.

É bem verdade que aparentemente Rodrigo Caio deu mais tranquilidade para Gustavo Henrique. O time estava mais equilibrado, até os erros do zagueiro, sem tempo de bola e precipitado, o que resultou na sua expulsão. Depois o seu companheiro, para variar, entregou o gol. Vale ressaltar que os substituídos Arrascaeta e Everton Ribeiro não são meias que chutam, assim como Gérson. É preciso uma referência para o trio. Gabigol fez e faz falta. Com ele a atmosfera e o jogo do Flamengo é outro. Ninguém discute a qualidade técnica de Everton Ribeiro, só que ao meu ver, ele é supervalorizado e nos jogos grandes, ainda deve, doa a quem doer.

Outro cara fundamental para o sucesso do time, Bruno Henrique ainda está longe do que se espera. Assim, depender de Vitinho e Michael, que ajudam taticamente, só que erram nos momentos cruciais é muito para o torcedor.   

Agora já foi. Nunca é tarde para se ajustar. É preciso paciência, porque mandar mais um treinador embora será novamente um erro da direção. Atitude e trabalho focado é o que deve ser feito. Resta o Brasileirão. É um título importantíssimo.

É aguardar para ver como o rubro-negro juntará os cacos e se organizará até fevereiro. Agora terá uma sequência boa e com um período de uma semana para cada partida. É jogar cada uma delas até a última rodada do Brasileirão como sendo uma decisão.

E nesse período é necessário um planejamento para 2021. Vender jogadores, pensar em trocas pontuais e sem loucuras. Mesclar a garotada com a experiência, em busca do equilíbrio emocional.

Fazer pressão agora só irá atrapalhar ainda mais a sequência. O torcedor tem que apoiar, fazer valer o “aonde estiver, estarei” e ajudar a retomada do time que tem muito para ser extraído.

Ser Flamengo é para os fortes e duvidar de seu ressurgimento pode ser um erro fatal, afinal, ele é maior do que qualquer eliminação.

Até a próxima!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O CUSTO DE ESTAR EM OUTRO PATAMAR

Foto:Getty Images/Crédito Getty Images 20
E lá se vai mais uma rodada e com ela, mais uma vez com o Flamengo sendo o grande centro das atenções. O rubro-negro mais uma vez deu vexame e deixou de triunfar contra uma equipe na briga direta pelo título brasileiro.

É bem verdade que os holofotes sempre miram o rubro-negro, seja na boa fase ou na ruim, aliás, principalmente nas fases ruins. Doa a quem doer, o Flamengo, ou melhor, o gigante sempre incomodará. Ora, menos, menos. Bem, basta analisarmos, que principalmente, após o ano mágico do clube carioca em 2019, a maioria quando perde ou ganha sem empolgar, se compara com o Flamengo. Se espelha em seguir os mesmos passos, e a razão é bem plausível. O Flamengo, de fato, esteve em outro patamar e mudou a forma de pensar o futebol por aqui.

O clube carioca provou que com planejamento, disciplina, trabalho focado e principalmente foco, tudo tende a dar certo no final. Faz valer a sensação de que valeu cada suor, cada lágrima, cada raiva e alegria vivida no percurso da glória.

Muito bem, é fato que nada dura para sempre. E vamos lá, no começo de 2020 tudo estava bem até a pandemia mostrar a sua cara. Títulos, bom futebol, harmonia e expectativa de que o torcedor rubro-negro novamente teria um ano, nadando de braçadas.

Foi aí que polêmicas envolvendo Jorge Jesus, Covid-19 batendo na porta dos clubes, incertezas se teríamos ou não a bola rolando no ano, entre outras coisas. A mudança se fez presente. Mudança de comando, saída e chegada de jogadores, equipes de fisiologia, entre outros departamentos, diretoria com a vaidade à flor da pele, eleições, etc, etc.

Chega então uma nova aposta. Domènec Torrent e sua comissão técnica espanhola. Já são quase 100 dias de trabalho e mais problemas do que paz. O técnico definitivamente não conseguiu implantar a sua filosofia de trabalho e muito menos deixar claro o que deseja dos comandados. O time está longe, mais bem longe de render o que se espera. Dome ainda não entendeu o que tem na mão. Não entendeu o que é ser treinador aqui no Brasil. Não entendeu que não vale insistir nos mesmos erros. Não entendeu que certas coisas não podem ser ditas em coletivas. Não pode achar normal e entender que tem sorte levar 10 gols em três partidas porque a tabela ajuda, no que diz respeito a posição. Passou da hora do time reagir e voltar a ter 12 jogos de invencibilidade, porém agradando. De provar que é supremo e corresponder às expectativas. O time que antes assustava, agora é desejado pelos adversários para levantar a moral.

É claro que o calendário colabora para o time não engrenar. Só que isso não é uma exclusividade. O Flamengo B ou até mesmo C, bem treinado equilibra as ações no Brasileirão. A solução é simples. Basta definitivamente usar o que tem de melhor e seguir com o que estava dando certo antes da parada. Parar de inventar e insistir nos mesmos erros de escalações e substituições.

E sejamos justos em afirmar que com JJ, o Flamengo também caiu de produção no retorno do futebol, só que tinha hierarquia, tinha padrão tático. Tinha comando dentro e fora das quatro linhas. Falta Diego Alves voltar, falta o cara que chama o grupo para mostrar os erros, todos jogarem para todos e entender qual o papel de cada um. Falta entender que o desafio maior de conquistar títulos é o de se manter na parte de cima. Entender que a garotada é boa só que não é a solução imediata, quando se tem tanta gente experiente e boa tecnicamente à frente. É preciso cobrar e criar uma nova hierarquia, insisto nisso. Dividir papéis e metodologia de jogo.

E longe de achar que falta vontade, só que, pelo menos para mim, deixamos de ser uma equipe homogênea, solidária, aquela que sabe bater e sofrer. Que sabe ter a leitura da partida e mudar esquema tático, alternâncias de posicionamento e mais ousadia, coragem e confiança. O time mostra fragilidade e aceita normalmente as derrotas vexaminosas. O time não agride e pressiona os seus adversários. O time espera um cansaço do outro lado para se impor e por achar que pode vencer as partidas na hora que bem desejar. Virou um time óbvio. Um time que parece querer derrubar treinador.

Muitos ainda vão defender que na verdade o que está faltando é sorte. O time cria só que não faz, e quando atacado, tudo dá certo para o adversário. Até pode fazer sentido, uma vez que o rubro-negro aceita isso. Ora, doa a quem doer, o Flamengo está longe de voltar ao seu antigo patamar e insiste em viver do passado e das sombras de JJ e sua comissão.

E como se não bastasse, ainda temos questões internas no clube. Marcos Braz pensando em sua candidatura política. Rodolfo Landim, vendo tudo de fora. Conselheiros pedindo a cabeça do treinador. Será que a demissão seria a melhor saída? É simples agora assumir um equívoco e bancar os mais de R$12milhões de multa? Ora, nenhum clube deve se ver pressionado pela mídia e pelos seus torcedores. A resposta deve ser dada imediatamente e no campo. Time tem, basta virar a chave.  

Até a próxima!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

O MAIOR ADVERSÁRIO DO FLAMENGO É O FLAMENGO - Por Rodrigo Curty

E nada como um dia após o outro. E assim, normalmente é a vida dos que passam por situações adversas. É sabido que nada dura para sempre, nada mesmo. E sabendo disso, por que no futebol seria diferente?

O melhor time do país indiscutivelmente é o Flamengo, doa a quem doer. E doa a quem doer, aquele que acha que o melhor sempre vencerá. No futebol, estamos cansados de ver Davi vencer Golias. Estamos cansados de ver desastres, jogos inacreditáveis e derrotas sem explicações. A competência e a coletividade valem mais do que qualquer equipe considerada galáctica.

Bem, esse não é o caso do Flamengo de hoje. É fato que o time tem com certeza explicações para o péssimo momento que vive, aliás, que insiste em permanecer, desde a volta aos gramados no período de pandemia. O torcedor apaixonado, acostumado com um ano mágico de 2019 e um 2020 que começou promissor com três conquistas em 10 dias (Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Taça Guanabara), viu a pandemia chegando também no planejamento do clube. 

Por mais que possa parecer desculpas, é fato e insisto em dizer, que após a parada, tudo mudou na Gávea. Jorge Jesus não era o mesmo cara vibrante. Os jogadores não falavam a mesma língua em campo e assim seguem. Mesmo assim,sem atuar 60% do que se esperava, conquistou o 36º campeonato carioca contra um valente Fluminense. 

O time há tempos demonstra desinteresse e falta daquela alma de raça e de todos jogando por todos. O problema é que está virando rotina. Qual o motivo? Redução de salários? Pagamentos dos direitos de imagem postergados para começarem ser pagos a partir de janeiro de 2021? Propostas batendo na porta? Insatisfação com o projeto do ano?

Para piorar, veio então a saída do treinador mais vitorioso do clube - Jorge Jesus e sua competente comissão. Está certo que Marcos Braz logo buscou alternativas e fechou com o então ex-auxiliar de Pep Guardiola, o senhor Domènec Torrent. Solução rápida e pelo que tudo indica, equivocada. Calma, ainda é cedo para qualquer avaliação, mesmo com invenções sem necessidade, quando se tem uma equipe pronta e que só precisa de um novo "carinho", "broncas pontuais" e coletividade nas escolhas do que ir a campo. 

Ora, muitos rubro-negros acreditavam que o Brasileirão seria novamente um verdadeiro baile e que o Flamengo voaria sem concorrência. É bem verdade que foram apenas duas partidas, sendo que na primeira, contra a então sensação Atlético MG, a pontaria e falta de competência foram mais destaques do que o baile levado pelo Atlético GO na noite de ontem. Agora, será que entrar em pânico nessa hora é a melhor solução? A história mostra que não. 

O elenco é fortíssimo, basta saber escolher as peças e aceitar que falta um trabalho mais profissional. O preparo físico é fundamental. Treinos táticos, exaustivos, finalizações, a bola parada, que cá entre nós, não funciona há muito tempo, idem. Só que o tempo é curto, é jogo a cada três dias, e o que fazer? Inventar esquemas como a que vimos ontem? Jamais. Cadê os capitães (Everton Ribeiro, Diego Alves e Diego Ribas) para orientar e dividir opiniões do que pode ser feito para voltar as vitórias? 

Talvez a palavra chave, além de trabalho, seja ousadia. Sim, colocar para jogar os meninos da base, dar chances com mais frequência para Gustavo Henrique que é mais jogador que o contestado e já sem clima, Léo Pereira, Pedro, jogando na posição certa, Thiago Maia, Diego, Michael e Pedro Rocha, entre os titulares. Os "medalhões" precisam se ligar que não existe ninguém blindado e muito menos que cabe espaço para uma fogueira de vaidades, no qual todos estão ganhando e bem. 

Chega de soberba e de acreditar que a supremacia existe, mesmo sem jogar bem. As atuações estão envergonhando o torcedor. Passou da hora de limpar a roupa suja de dentro para fora. 

Para quem não se recorda, desde 1997, o Flamengo não sofria duas derrotas seguidas no Nacional. A torcida precisa jogar junto com o time. A falta da presença nos estádios, sem dúvida atrapalha, e sim, isso não é uma exclusividade, mesmo para o time de maior torcida. 

O Flamengo em breve irá acordar e jogará o que se espera dele. Basta se planejar direito, correr atrás para terminar bem esse primeiro turno que tem muito chão pela frente, e no paralelo, focar na Libertadores e até mesmo na Copa do Brasil, torneios esses que não contam com tempo de ajustes, ou seja, qualquer erro será crucial para o restante da temporada.

Faça a sua aposta. Para quem não é Flamengo, aproveite esse momento de deleite, porque em breve, terá que aguentar a equipe que voltará para o seu verdadeiro patamar, afinal, em situações normais, só ele para vencer ele mesmo.

Até a próxima!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PAULISTÃO TERÁ MAIS UM DERBY NA DECISÃO - Por Rodrigo Curty

E mais uma vez, Palmeiras e Corinthians decidirão o Paulistão. É bom que se diga, que ambas as equipes estão aquém das expectativas.
O retorno aos gramados fez bem ao Corinthians. Mesmo jogando mal, o time é cirúrgico e encontrou em seu volante a solução para chegar a final. Éderson é o cara do momento no alvinegro.
Foram quatro partidas sem saber o que é levar um gol e 100% de aproveitamento. O volante marcou em três dessas partidas, a última ontem, na vitória sofrida por 1x0. 
 
É importante que se diga que a semifinal contra o Mirassol foi polêmica. Expulsão de Juninho, após a entrada em Carlos Augusto, ao meu ver, de maneira correta, uma vez que foi imprudente, porém sem a necessidade de VAR. 
O que incomoda é a falta de critérios, como o da entrada de Fagner em Morato contra o Bragantino nas quartas de final, enfim, coisas do futebol e que levam a pensar nas possíveis armações e favorecimentos. 
E vale ressaltar que já tinha ocorrido o erros dos resultados dos testes de Covid-19, o que prejudicou a preparação do elenco, sendo que foi informado que 26 funcionários estavam infectados e destes 9 jogadores, sendo 6 titulares.
Como será o teste com o Palmeiras?  
Bem, o fato é que o sonho de conquistar o tetra segue vivo e novamente contra o seu maior rival. 2018 será repetido? Cedo para afirmar.
Do lado palestrino, o torcedor está receoso. Luxemburgo ainda não acertou bem o time sem a presença de Dudu, que já deixa saudades. A vitória contra a Ponte Preta foi suada e justa. O time fez um jogo melhor do que nas três anteriores e perdeu muitas chances. Vê na juventude a possível solução sem custo. Gabriel Menino chamou a responsabilidade e Patrick de Paula é o xodó de Luxa e mostrou personalidade. Foi dele o gol do placar magro e carimbo para às finais.
E o que esperar? Se perder, Luxa cai do comando? Se ganhar, o time desencana de investir em um substituto que parece não existir no elenco? Acredito que independente do resultado, o treinador permaneça e o clube traga algum jogador para fortalecer o elenco.
Os jogos serão quentes, isso ninguém dúvida. O Palmeiras já antecipa a sua preocupação com a arbitragem. Faz parte, só que deveria pensar que pode vencer o rival, mesmo que haja certos benefícios, o que espero, de verdade, que não ocorra.
É muito ruim esse tipo de final e polêmicas. A pressão do árbitro começa antes mesmo dele ser escalado. Precisa de experiência e personalidade para não entrar na pilha. 
A primeira partida acontece na próxima quarta-feira, dia 05/08 às 21h30, em Itaquera. A decisão final, será no sábado às 16h30, na casa do Palmeiras.
O campeão leva além da taça, um prêmio de R$5 milhões de reais. 
Vamos torcer para que essa rivalidade acirrada e bem equilibrada (128V do Corinthians contra 127 do Palmeiras) seja digna de uma final honesta e justa.
Faça a sua aposta e até a próxima!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

A OBRIGAÇÃO DO TÍTULO CARIOCA - Por Rodrigo Curty

(Foto: Flamengo/Twitter)
E deu a lógica! O Flamengo, mesmo sem ser o Flamengo que encantou os amantes do futebol no ano passado e antes da pandemia fez valer a sua superioridade sobre o Fluminense.

Thiago Ribeiro / AGIF
E o 36º título do Carioca veio com uma vitória de 1x0, gol de Vitinho, o mesmo, que no ano passado marcou o gol do título contra o Vasco na final. É no mínimo um iluminado em finais. 
O tricolor fez o que pode, mesmo tendo um adversário aquém de sua inspiração e potencial. Pelo fato de ser um rival histórico e que lutou reconhecendo as suas limitações, valorizou ainda mais a conquista. É bem verdade que o Flamengo, ainda mais nessa segunda partida, jogou com inteligência e para o gasto.


É claro que o título estadual era uma obrigação para esse time milionário. Para esse time que passou a impressão de arrogância por querer e por voltar mais cedo aos treinos. Arrisco dizer que era o Brasil inteiro contra os mais de 42 milhões de flamenguistas. O Mais-Querido do Brasil já se acostumou a jogar contra tudo e contra todos.
Ora, é sabido que sempre tem o "time da vez", então, por que achar que com o rubro-negro seria diferente? Contra os fatos não há argumentos. Erros e acertos fazem parte do dia a dia de qualquer clube. As escolhas devem ser respeitadas, afinal, não existe certo ou errado e sim resultados. E os do Flamengo beiram a perfeição.
O Flamengo é ao meu ver, um time que deve ser copiado, que deve ser estudado e prestigiado por quem espera um futebol mais moderno e de resultados. E sim, pode ser criticado, invejado, amado ou odiado, desde que te faça feliz.
O importante é cada um ter a sua opinião. E que fique claro, se nem Jesus agradou a todos, por que eu ou o clube deveria se preocupar com isso?
O fato é que no Rio de Janeiro, o Flamengo reina. Agora são 36 títulos contra 31 do Fluminense, 24 do Vasco e 21 do Botafogo. 

E voltando ao assunto de agradar, Jesus, o do rubro-negro agradou e agrada muito. Mesmo há algum tempo sem ser aquele treinador falante, aguerrido na sua área técnica, tem o respeito e carinho do torcedor ou da maioria. O homem já faz história. Primeiro quebrou o jejum de um treinador estrangeiro voltar a levantar a taça na Gávea, o último foi o argentino Armando Renganeschi em 1965. Jesus chegou a sua quinta conquista(sem contar a Taça Guanabara) e está a um título oficial de igualar o maior treinador vencedor do clube, o saudoso, o eterno violino e inesquecível Carlinhos.
A frente do clube foram até aqui 56 jogos com 43 vitórias, 9 empates e apenas 4 derrotas.
Bem, isso pode não ocorrer, pelo menos agora, uma vez que o português deve realmente estar de saída. As manchetes nos mostram apenas especulações, armações, faltas de respeito e desejos para o bem ou para o mal. Seja lá o que for, cabe apenas ao senhor Jorge resolver e decidir o que acredita ser o melhor para ele e para o clube. A vida é dele.
Penso que não cabe a mim, a você e muito menos a grande parte da imprensa julgar e dizer o que acha ou deixa de achar. Se ele é ou não ingrato. Se o Flamengo, em caso de saída do treinador será ou não sacaneado. Menos, menos, por favor. O certo é que a vida sempre seguirá e para o bem de todos que tenhamos logo essa definição.
E se a mesma for pela despedida, a nação rubro-negra sem Jesus ficará sentida, triste e preocupada. Preocupada em aguardar pelo novo comandante que terá a missão de manter a hegemonia no futebol brasileiro e principalmente manter a fórmula desenvolvida com profissionalismo e resultados positivos.
O Brasileirão, a Libertadores e a Copa do Brasil é logo ali e tem que ter planejamento para serem conquistadas. O plantel do Flamengo é enorme e seu time considerado C, poderia ser o número 1 de muitos clubes. Assim, a obrigação de título no ano vai além do carioca.
A ordem na equipe é manter os pés no chão. A tropa de JJ provavelmente terá um novo comandante. E se esse for no mínimo inteligente, terá nas mãos a chance de fazer uma linda e histórica passagem como a do portuga gente boa! Faça a sua aposta e até a próxima!




segunda-feira, 13 de julho de 2020

FLAMENGO VENCE E SE APROXIMA DO 36º TÍTULO DO CARIOCA - Por Rodrigo Curty


O preço de se manter no topo não é barato. O Flamengo hoje, é sem sombra de dúvida o time a ser batido no país. Estar em cima nem sempre é uma vantagem. Foi assim com os outros que já estiveram nessa situação. Recentemente, por exemplo, Palmeiras e Corinthians.
O Flamengo está perto de mais uma conquista em 2020. Trata-se do campeonato carioca, que assim como os outros regionais, devido a pandemia corre o risco de sumir do calendário dos “grandes” nas próximas edições. Eu não acredito nisso, apenas penso que deveria ser pensado em novas fórmulas.
De volta ao presente, muitos colocaram o Flamengo como o grande favorito contra o Fluminense, e cá entre nós, mesmo sendo um clássico, seria um erro, se assim não pensassem todos.
O problema é que a impressão que o Flamengo passa de soberba, pressão da imprensa, a falta de torcida no estádio, falta de dinheiro por evento em caixa, especulações se Jorge Jesus fica ou sai, pesam para as atuações recentes.
Os dois duelos contra o tricolor mostraram um Flamengo longe do que estávamos acostumados a ver. Um time sem vibração durante todo os 90’. Um time que hoje está mais apostando na individualidade de seus jogadores do que no coletivo.  
Em nenhum momento o time se considerou um “bicho-papão”, isso fica para a imprensa. O fato é que o esquema parece manjado. Que todos os adversários que entrarem em campo sem a vontade de vencer ou se exporem ao risco, podem ainda sair vencedores. É o futebol.
É bem verdade que nessa primeira final, ficou claro que o Fluminense,mesmo derrotado por 2x1, se arriscou mais e teve as melhores oportunidades, porém a falta de competência, que dificilmente falta ao time rubro-negro, custou caro, como faz custar caro, essa 36ª conquista do regional carioca,
que é dada como tranquila aos flamenguistas.
Na quarta-feira, a bola rola pela última vez nesse carioca, e a expectativa é de que o time de JJ volte a abrilhantar os apaixonados pelo Esporte Bretão com um jogo de toques de bola, envolvimento e classe. Do lado tricolor, a expectativa é de conseguir manter o leite tirado de pedra e transformar em gols, as chances criadas. Tudo pode acontecer, na partida que já começou quarenta minutos antes do nada, como já dizia Nelson Rodrigues.
Faça a sua aposta!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

FLAMENGO É O LEGÍTIMO HEPTACAMPEÃO - Por Rodrigo Curty


E o Rio de Janeiro segue colorido de vermelho e preto. Só que antes de eu entrar na glória e na alegria de mais uma conquista, é impossível não se lembrar dos Meninos do Ninho. A tragédia, devido uma terrível negligência, seja do clube, do corpo de bombeiros e das autoridades segue sem data para terminar.
O clube ofereceu aos familiares um valor maior do que é oferecido as famílias que passam por esse tipo de tragédia. Toda a atenção foi dada, a questão é o “oportunismo” de A ou B em querer dar um fim da forma que entenda seja a mais conveniente.
O clube na ocasião ofereceu R$1 milhão as famílias, os advogados pediram R$2milhões, e agora com o aumento do dinheiro nos cofres, devem se aproveitar e pedir ainda mais. Agora, será que existe um valor certo para uma morte desse tipo? Dá para saber o que é justou não? Ora, o valor da vida das crianças não tem preço e muito menos fará com que as famílias esqueçam o ocorrido. Assim, o fato aqui, ao meu ver não é o valor que se pagará, e sim, de punir de uma vez por todas, quem deve ser punido. A impunidade deve acabar nesse país.
A vida seguiu e jogo a jogo o torcedor do Flamengo apoiou e cantou pelos meninos. A equipe sempre dedica as vitórias a eles também, inclusive, desde o acidente, deixaram claro que buscariam os títulos para os 10 meninos. Até agora, apenas quatro famílias chegaram ao acordo. Vamos aguardar os próximos capítulos.
De volta as quatro linhas. O torcedor do Flamengo comemorou mais um título. Se a épica vitória contra o River Plate, de virada por 2x1 lavou a alma e eternizou o nome do clube como o melhor da América, desta vez, em menos de 24 horas e sem entrar em campo, o Mengão pode gritar novamente “É campeão”. Desta vez, o grito foi pelo Brasileirão, o que não ocorria desde 2009.
O sétimo título brasileiro veio com legitimidade e com muita justiça, doa a quem doer, inclusive sem o apoio dos clubes presentes no módulo verde de 87 e do oportunista Sport de Recife.
A campanha nesse ano foi espetacular. Basta lembrar nas primeiras 9 rodadas do torneio, antes da parada para à Copa América, quando a maioria dos jornalistas e principalmente os torcedores do Palmeiras já consideravam a equipe paulista como o campeão bem antes do término.
Ora, é claro que o clube Palestrino ignorou e sabia que a jornada seria longa. E como foi. O Verdão chegou a abrir uma vantagem de oito pontos para o rubro-negro. Viu essa vantagem cair de forma avassaladora, após a chegada de Jorge Jesus e de novas peças. Isso sem falar que tiveram de se contentar com a diferença atual que é de 13 pontos, ou seja, o time carioca ganhou 21 pontos para chegar à conquista.
O planejamento, montagem do elenco e sobretudo de seu comandante fizeram a diferença. Os dirigentes do rubro-negro abriram os cofres. Trouxeram laterais, defensores, meias e atacantes de peso para fazer de 2019 o ano para não ser esquecido.
É bem verdade que o time caiu precocemente na Copa do Brasil. E daí? Mesmo assim teve cabeça e tranquilidade para dar um passo de cada vez, comer pelas beiradas e alcançar o que para muitos era inimaginável, vencer a Libertadores e o Nacional.
Os números são impressionantes: 25 vitórias, 81 pontos, apenas três derrotas e seis empates. 73 gols marcados e apenas 23 sofridos. 21 jogos de invencibilidade, a maior desde 71, entre todos os clubes.
O dinheiro e arrecadação só aumenta: Com a conquista do Bi da Libertadores, o clube ganhou R$85 milhões no total, somando as fases em que se classificou. Na conquista do heptacampeonato foram mais R$33 milhões. A torcida com sua presença alarmante nos estádios gerou uma receita de quase R$90 milhões. Isso sem falar de TV , sócio-torcedor e a possibilidade de levar maus um mundial.
Definitivamente o cheirinho acabou. O nariz desentupiu de vez e o gosto de quero mais seguirá com tudo, afinal a previsão é de um investimento de até R$500 milhões no futebol em 2020. É aguardar para ver.
Enquanto isso, meus parabéns a Nação rubro-negra e vamos seguir em festa porque merecemos!!



sábado, 23 de novembro de 2019

O CHEIRINHO ACABOU. FLAMENGO É BICAMPEÃO DA LIBERTADORES - Por Rodrigo Curty

O dia 23 de novembro jamais será esquecido pelo torcedor do Flamengo, seja os presentes no estádio Monumental, em Lima, no Peru.
O rubro-negro que em 1981 e na mesma data conquistou a América contra o Cobreloa, do Chile, repetiu a dose. 
O Flamengo é realmente é o time do ano. Desde a chegada do técnico português Jorge Jesus, o Mister, o time encantou com o espetacular plantel formado. 
O resgate do verdadeiro futebol brasileiro, de ousadia, vontade de vencer, alternâncias táticas e um time que jamais desistiu de chegar no ponto alto como conto a seguir.
Queira ou não, o Flamengo desde os tempos de Bandeira de Mello plantava o que hoje se colhe. A saúde financeira para contratações, melhorias de estruturas, entre outras coisas que o coloca como modelo mundial só cresce.
Só que o torcedor vive de títulos, conquistas que lavam à alma. Assim, se desde 2013 o "título grande" ficou pelo caminho, levando as dores e brincadeiras do Brasil inteiro para o tal "cheirinho", agora essa zica acabou nas mãos de Rodolfo Landim e sua diretoria pé quente.
O time é um verdadeiro esquadrão e não depende apenas de um ou dois jogadores. Todos sabem a importância de jogar em prol da coletividade, esquemas e jogar pela Nação.
A Libertadores que sempre assombrou nas últimas edições com eliminações precoces e vergonhosas, quase deu suas caras também em 2019. Sim, o Emelec quase fez o que os rivais desejavam. Só que dessa vez, como foi em toda a temporada, o Maracanã realmente foi nosso. 
A vitória de virada contra o River Plate foi emblemática, histórica e testou corações, sobretudo o meu. A camisa pesada do time argentino entorta varal, como entorta e muito a nossa também. 
O drama de levar um gol da maneira que foi, com a ótima dupla Arão e Gérson falhando, após displicência do experiente lateral Filipe Luís se fez presente.
Era a hora de provar que o time tem emocional para reverter as adversidades. O River de Marcelo Gallardo marcou em cima, jogou no alto, como gostamos de jogar, deixava sempre dois jogadores para cada um rubro-negro. Estava difícil.
O tempo passava e tudo indicava que não daria dessa vez, mesmo o Flamengo sendo outro na etapa final. Só que não daria para quem não sabe o que é ser de fato Flamengo. Um time que luta para os apaixonados torcedores do asfalto, do morro, seja rico ou pobre e que é de Deus e do povo do meu coração. Um time que literalmente joga junto pelo objetivo final.
Se o tradicional time argentino soube jogar e parar nossas principais jogadas, principalmente com o excepcional Éverton Ribeiro, esqueceu que o jogo só acaba quando o juiz apita. Bastou o trio Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, o Gabigol, responsáveis por 86 gols marcados no ano entrar em ação para que antes do apito final, os 3' mais vibrantes da história do clube se eternizasse. 
O resto você já sabe. Foi uma festa rubro-negra, um avalanche vermelho e preto por todo país, uma loucura que superou as conquistas da Copa do Mundo, enfim, como é maravilhoso ser Flamengo.
O título é incontestável e deve fazer bem para o futebol brasileiro. Um esquadrão rubro-negro que assusta quem o enfrenta. Que inveja quem não consegue fazer o mesmo, que busca desculpas para não aceitar que a conquista veio dentro de campo.
O Flamengo só tende a crescer com essa conquista. Grana e mais grana entrando. É fato que se o clube souber cuidar bem desse momento, existe a chance de se criar uma dinastia. 
É bem verdade que a tendência é de que craques sairão e que outros chegarão. É sabido que se manter no topo é um desafio, e para isso basta seguir com a receita do que é vestir o manto sagrado e entender que ninguém é maior do que o clube. Entender que ele serve para que o nome de quem o representa entre para a história. 
Os dessa conquista já está gravado na memória de todo flamenguista e assim descrevo:
Diego Alves: Se ficou a dúvida se valia a pena ser mantido, após oscilações e indisciplina entre 2017 e 2018, a resposta é sim. Baita goleiro que quando exigido deu conta do recado. É fera no gol.
Rafinha: Finalmente o Flamengo pegou um lateral direito à altura de suas tradições. Mostrou raça, amor e paixão em vestir a camisa. Muita identidade com o torcedor.
Rodrigo Caio: Superou todas as expectativas de quem o "pintava" como jogador de condomínio. Jogou com raça, sangrou e jamais se omitiu nas decisões. 
Pablo Marí: De uma incógnita para certeza. Foi um achado da diretoria. Clássico, mesmo quando falhou levantou a cabeça e colaborou e muito. Raça e empenho até o apito final.
Filipe Luís: Lateral clássico, técnico e mesmo quando falha, se recupera e volta para o jogo. Fundamental em muitas partidas. Calou muitos, inclusive eu.
Willian Arão: Um dos mais incontestados jogadores da gestão Bandeira de Mello. Achou o seu lugar com Jesus e foi uma das peças mais importantes para a arrancada.
Gérson: Outra jogada bem feita da diretoria. O meia joga demais e trouxe a categoria e inteligência ao meio-campo..
Arrascaeta: Um jogador impressionante. Uma peça importantíssima para essa competição. Técnico e raçudo, voltou de cirurgia no joelho e mesmo sem estar 100% se entregou ao máximo.
Éverton Ribeiro: Outro da gestão anterior que teve uma temporada impressionante. Técnico, frio e incansável. Jogou por todos os lados e sempre em coletividade. Um verdadeiro capitão.
Bruno Henrique: Esse para mim o melhor jogador brasileiro em atividade. Técnico, rápido e calculista. Vai para dentro dos adversários e se coloca bem para o drible, chute e cabeceio. É a cara do Flamengo.
Gabriel: O cara é iluminado. O Gabigol é realmente o nome do gol. Tem muito a cara do clube, da torcida e não desisti nunca. Artilheiro da Libertadores com 9 gols, ele não para de bater recordes e cravar o nome na história do clube. Foi mais uma vez decisivo.
Vitinho: Ainda não é aquele jogador que a torcida esperava ver, porém é determinado, busca o jogo e fez diferença em algumas partidas. Entrou bem na final. Merece crédito.
Diego: Se tem um jogador que merecia e muito essa conquista, esse é Diego. Mesmo criticado, xingado e até agredido, jamais desistiu de conquistar um título grande no clube. Conseguiu o improvável de retornar aos gramados ainda nesse ano. Entrou muito bem e foi líder. Como sempre, jamais se omitiu e chamou o jogo. Soube entender a importância de fazer parte do grupo, mesmo que na reserva.
Jorge Jesus: Se mostrou um grande conhecedor do futebol bem jogado. Do futebol bonito sem ser pragmático ou por resultados. Jogou junto o tempo inteiro. Literalmente um Mister que jamais será esquecido. Um exemplo a ser seguido para quem ama o verdadeiro futebol.
Outros nomes do elenco como César, Rodinei, Renê, Piris da Motta, Reinier, Lincoln, Rodholfo, Thuller, Berrío, entre outros, também merecem os aplausos. Honraram o manto sagrado. 
E as comemorações não devem parar tão cedo. O Brasileirão é logo ali. Um título que virá de forma incontestável e sobrando. Será o maior campeão dos pontos corridos. 
Em relação ao Mundial de Clubes, a tarefa não será fácil e é fazer pelo menos a nossa parte, de jogar sem se entregar. É aguardar para ver o que vai dar.
Até a próxima e saudações rubro-negras a essa linda Nação que está realmente em outro Patamar!!!