E o torcedor do Palmeiras não esquecerá jamais o que viu acontecer
no estádio do Independiente, o chamado “Libertadores da América”. A partida que
abriu a primeira semifinal da temporada 2020, entre o poderoso River Plate e o
time brasileiro surpreendeu. Sim, nem os mais otimistas palestrinos poderiam esperar
tamanha superioridade sobre o 'millonarios', uma equipe que nas últimas
seis edições, conseguiu chegar em cinco semifinais, sendo finalista em três e
campeão em duas. O futebol tem dessas coisas. E como sempre costumo dizer – “o
futebol é competência”, e isso doa a quem doer, o Palmeiras tem mostrado de
sobra nas três competições que disputa. O time de Abel Ferreira é uma equipe
que sabe sofrer e matar o jogo na hora que tem a chance. E diferente de muitos que mudam de opinião, de acordo com o
que se vê, eu mantenho a minha sobre o time paulista. E podem falar o que
quiserem, sobre o longo período invicto, sobre ter a melhor defesa, um ataque
avassalador e melhor da competição e etc. Acho uma equipe comum, porém, que
conta com uma interessante espinha dorsal e é extremamente competitiva,
cirúrgica e fria. Fora isso, é também muito bem comandada pelo seu treinador
português, Abel Ferreira, que tem e muito o elenco na mão. Se voltarmos um pouco no tempo e analisarmos como foi a
primeira partida contra o Libertad (Par) e recentemente contra o América MG e
Red Bull Bragantino, acredito que alguns irão concordar. Outros dirão que é
porque o time tem muita sorte, eu prefiro dizer que sim, tem sorte, e essa
acompanha os competentes e os trabalhadores. O Palmeiras sabe o que quer, o que
tem de material humano e joga como tem que jogar contra os adversários em
questão. Por isso, merece estar aonde está, simples assim. E sim, valorizo os esquemas que são montados com o que se
tem na mão, mesmo esses, quase sempre com o mesmo repertório de jogadas. E isso
Abel Ferreira faz e muito bem. A zaga é muito bem postada, liderada por Weverton,
que quando exigido dá conta do recado, do zagueiro e capitão, o excelente
Gustavo Gómez, do coringa e revelação Gabriel Menino, que sem deixar a fama
subir na cabeça é um jogador ‘grande” e que parece um veterano. As alternativas no meio-campo, no caso da vitória contra os argentinos,
onde se viu novamente, a obediência tática de Patrick de Paula e Danilo, além
da saída de bola de Gustavo Scarpa e trocas rápidas de passes para que a bola
chegasse no “matador” Luiz Adriano e no dedicado Rony. É ou não é para enaltecer
o trabalho? E olha que o esperado para o primeiro duelo da semifinal era
uma derrota, mesmo que magra para trazer esperança de classificação na partida
de volta. Sim, o Palmeiras era questionado por ainda não ter batido de frente
com uma “equipe de verdade”. A prova foi essa. No começo dois sustos e parou
por aí. Depois um jogo de domínio brasileiro. A torcida que canta e vibra segue
empolgada. E mesmo assim vão diminuir a vitória de 3x0, que poderia ter
sido 4 ou 5. É bem verdade que o River Plate valorizou mais o “Superclássico”
contra o Boca Jr no sábado e, que sinceramente foi um grande erro de planejamento,
já que ficou nítido o desgaste da equipe. Cada um com os seus problemas. Futebol
não é soberba e sim respeito. O Palmeiras aproveitou bem esse período de paralização
para trabalhar táticas e recuperar jogadores desgastados. O resultado apareceu.
Faça a sua aposta. Mesmo o futebol nos mostrando surpresas,
eu vejo até um River diferente na partida de volta. E sim, tem capacidade de
fazer os mesmos três ou mais gols no Allianz? Claro, só que um time que já faz
a melhor campanha de equipes brasileiras na competição e que têm a melhor
defesa com apenas 4 gols levados aumenta o desafio. Assim, para o Palmeiras é
ter tranquilidade e os pés no chão para embarcar para a grande decisão no Maracanã,
no dia 30 de janeiro contra Santos ou Boca Jrs, que disputam a primeira partida
hoje.
No retrospecto, agora o duelo mostra 13 jogos, sendo, quatro
vitórias do Palmeiras contra três do River Plate e seis empates. Parabéns ao Palestra e até a próxima!
E lá se vai mais uma eliminação do time que é considerado
por muitos, como realmente, sendo o melhor do Brasil. E alguém discorda, apesar
das quedas?
Ora, o fato é que o aconteceu em 2019, dificilmente acontecerá
com qualquer equipe que seja. Dinheiro,
estrutura, salário em dia, trabalho e mais trabalho não é certeza de conquistas.
O Flamengo, sem querer ser prepotente, perdeu e segue
perdendo para ele mesmo. Sim, o time nem sempre vai acertar, a começar pela sua
direção, que se brilhou no ano passado com contratações pontuais e assertivas,
baixo custo nas transações e um planejamento invejável, nesse ano de 2020,
antes mesmo da pandemia, vacilou demais, apesar das conquistas.
Tudo começou com a novela de fica ou não fica Jorge Jesus.
As saídas de seu corpo médico, incluindo fisiologistas e fisioterapeutas, que
foram fundamentais na recuperação de jogadores, contratações equivocadas e por aí
vai.
Para piorar, ao invés de focar no trabalho físico, o elenco
ganhou férias e voltou totalmente pesado, ou seja, muito ruim fisicamente e tecnicamente.
Como se não bastasse, para mostrar sua força, Marcos Braz e Bruno Spindel foram
atrás de um treinador na Europa. E olha que sem a preocupação se agradaria a
todos, o nome escolhido.
Pois bem, veio a aposta de nome Domènec Torrent, que estava
fora do fortíssimo New York City FC, após tentativas frustradas por outros
treinadores. Um erro que custou caro demais. O time não se ajustou, perdeu
aquilo que havia sido montado pelo JJ e a pandemia, e de quebra, deve milhões
ao espanhol.
A briga interna é e sempre será um problema no clube, e isso
não é exclusividade. É preciso uma postura mais presente do presidente Rodolfo
Landim. Passou da hora em decidir se fica com Marcos Braz ou Luiz Eduardo
Baptista, assim como fez com Paulo Pelaipe. É nítido que existe o rachão e
diferenças ideológicas e de postura com o elenco e conselheiros.
E dessa maneira, isso reflete no grupo, que passou de
campeão a amarelão. Os cofres deveriam estar cheios. Ao invés disso, sobra decepções,
falta de competência, recuperação de jogadores e lamentações.
Para muitos, a saída de Rafinha, a chegada de uma zaga que
não vingou e nem vingará, insistências em nomes como o de Vitinho e perseguidos
Willian Arão e Diego também colaboraram para as eliminações. O torcedor vive de
paixão e sempre buscará os culpados. Rogério Ceni entra nesse cenário. O
treinador pegou uma verdadeira bucha. Veio, ao meu ver, super valorizado graças
à ajuda dessa mídia que insiste em se equivocar. O atual treinador conquistou a
série B e a Copa do Nordeste. Ora, com todo o respeito, o Flamengo é outro
patamar.
Agora, sejamos justos com ele. Sofreu e sofre com
desfalques. O time não consegue fazer os gols e lá atrás é uma beleza para
qualquer adversário. O maior erro foi querer levantar a moral de Léo Pereira, Gustavo
Henrique, inventar posições, como a de Renê de lateral direito. Fora isso, trocar
medalhões, em momentos cruciais.
O Flamengo deu azar nas eliminações? Sim, basta olhar as
partidas com frieza e ver que o time perdeu a classificação pelos próprios
erros e pela competência dos outros. O São Paulo venceu no Maracanã com erros
bizarros e no Morumbi, aproveitou as chances. Deu em ambos os jogos 10 chutes e
marcou 5 gols. Contra o Racing, o time carioca foi uma equipe que não machucou
o adversário desfalcado e na volta, para variar, perdeu uma sequência de gols,
deixou a desejar com triangulações, insistiu em chuveirinhos e, tudo isso culminou
para mais uma tragédia.
É bem verdade que aparentemente Rodrigo Caio deu mais
tranquilidade para Gustavo Henrique. O time estava mais equilibrado, até os
erros do zagueiro, sem tempo de bola e precipitado, o que resultou na sua expulsão.
Depois o seu companheiro, para variar, entregou o gol. Vale ressaltar que os substituídos
Arrascaeta e Everton Ribeiro não são meias que chutam, assim como Gérson. É
preciso uma referência para o trio. Gabigol fez e faz falta. Com ele a
atmosfera e o jogo do Flamengo é outro. Ninguém discute a qualidade técnica de
Everton Ribeiro, só que ao meu ver, ele é supervalorizado e nos jogos grandes, ainda
deve, doa a quem doer.
Outro cara fundamental para o sucesso do time, Bruno
Henrique ainda está longe do que se espera. Assim, depender de Vitinho e Michael,
que ajudam taticamente, só que erram nos momentos cruciais é muito para o
torcedor.
Agora já foi. Nunca é tarde para se ajustar. É preciso
paciência, porque mandar mais um treinador embora será novamente um erro da
direção. Atitude e trabalho focado é o que deve ser feito. Resta o Brasileirão.
É um título importantíssimo.
É aguardar para ver como o rubro-negro juntará os cacos e se
organizará até fevereiro. Agora terá uma sequência boa e com um período de uma
semana para cada partida. É jogar cada uma delas até a última rodada do
Brasileirão como sendo uma decisão.
E nesse período é necessário um planejamento para 2021.
Vender jogadores, pensar em trocas pontuais e sem loucuras. Mesclar a garotada
com a experiência, em busca do equilíbrio emocional.
Fazer pressão agora só irá atrapalhar ainda mais a sequência.
O torcedor tem que apoiar, fazer valer o “aonde estiver, estarei” e ajudar a
retomada do time que tem muito para ser extraído.
Ser Flamengo é para os fortes e duvidar de seu ressurgimento
pode ser um erro fatal, afinal, ele é maior do que qualquer eliminação.
E lá se vai mais uma rodada e com ela, mais uma vez com o
Flamengo sendo o grande centro das atenções. O rubro-negro mais uma vez deu vexame
e deixou de triunfar contra uma equipe na briga direta pelo título brasileiro.
É bem verdade que os holofotes sempre miram o rubro-negro,
seja na boa fase ou na ruim, aliás, principalmente nas fases ruins. Doa a quem
doer, o Flamengo, ou melhor, o gigante sempre incomodará. Ora, menos, menos.
Bem, basta analisarmos, que principalmente, após o ano mágico do clube carioca
em 2019, a maioria quando perde ou ganha sem empolgar, se compara com o
Flamengo. Se espelha em seguir os mesmos passos, e a razão é bem plausível. O
Flamengo, de fato, esteve em outro patamar e mudou a forma de pensar o futebol
por aqui.
O clube carioca provou que com planejamento, disciplina,
trabalho focado e principalmente foco, tudo tende a dar certo no final. Faz
valer a sensação de que valeu cada suor, cada lágrima, cada raiva e alegria
vivida no percurso da glória.
Muito bem, é fato que nada dura para sempre. E vamos lá, no
começo de 2020 tudo estava bem até a pandemia mostrar a sua cara. Títulos, bom
futebol, harmonia e expectativa de que o torcedor rubro-negro novamente teria
um ano, nadando de braçadas.
Foi aí que polêmicas envolvendo Jorge Jesus, Covid-19
batendo na porta dos clubes, incertezas se teríamos ou não a bola rolando no
ano, entre outras coisas. A mudança se fez presente. Mudança de comando, saída
e chegada de jogadores, equipes de fisiologia, entre outros departamentos, diretoria
com a vaidade à flor da pele, eleições, etc, etc.
Chega então uma nova aposta. Domènec Torrent e sua comissão
técnica espanhola. Já são quase 100 dias de trabalho e mais problemas do que
paz. O técnico definitivamente não conseguiu implantar a sua filosofia de
trabalho e muito menos deixar claro o que deseja dos comandados. O time está
longe, mais bem longe de render o que se espera. Dome ainda não entendeu o que
tem na mão. Não entendeu o que é ser treinador aqui no Brasil. Não entendeu que
não vale insistir nos mesmos erros. Não entendeu que certas coisas não podem
ser ditas em coletivas. Não pode achar normal e entender que tem sorte levar 10
gols em três partidas porque a tabela ajuda, no que diz respeito a posição.
Passou da hora do time reagir e voltar a ter 12 jogos de invencibilidade, porém
agradando. De provar que é supremo e corresponder às expectativas. O time que
antes assustava, agora é desejado pelos adversários para levantar a moral.
É claro que o calendário colabora para o time não engrenar.
Só que isso não é uma exclusividade. O Flamengo B ou até mesmo C, bem treinado
equilibra as ações no Brasileirão. A solução é simples. Basta definitivamente
usar o que tem de melhor e seguir com o que estava dando certo antes da parada.
Parar de inventar e insistir nos mesmos erros de escalações e substituições.
E sejamos justos em afirmar que com JJ, o Flamengo também
caiu de produção no retorno do futebol, só que tinha hierarquia, tinha padrão
tático. Tinha comando dentro e fora das quatro linhas. Falta Diego Alves
voltar, falta o cara que chama o grupo para mostrar os erros, todos jogarem
para todos e entender qual o papel de cada um. Falta entender que o desafio
maior de conquistar títulos é o de se manter na parte de cima. Entender que a
garotada é boa só que não é a solução imediata, quando se tem tanta gente
experiente e boa tecnicamente à frente. É preciso cobrar e criar uma nova
hierarquia, insisto nisso. Dividir papéis e metodologia de jogo.
E longe de achar que falta vontade, só que, pelo menos para
mim, deixamos de ser uma equipe homogênea, solidária, aquela que sabe bater e
sofrer. Que sabe ter a leitura da partida e mudar esquema tático, alternâncias
de posicionamento e mais ousadia, coragem e confiança. O time mostra fragilidade
e aceita normalmente as derrotas vexaminosas. O time não agride e pressiona os
seus adversários. O time espera um cansaço do outro lado para se impor e por
achar que pode vencer as partidas na hora que bem desejar. Virou um time óbvio.
Um time que parece querer derrubar treinador.
Muitos ainda vão defender que na verdade o que está faltando
é sorte. O time cria só que não faz, e quando atacado, tudo dá certo para o
adversário. Até pode fazer sentido, uma vez que o rubro-negro aceita isso. Ora,
doa a quem doer, o Flamengo está longe de voltar ao seu antigo patamar e insiste
em viver do passado e das sombras de JJ e sua comissão.
E como se não bastasse, ainda temos questões internas no
clube. Marcos Braz pensando em sua candidatura política. Rodolfo Landim, vendo
tudo de fora. Conselheiros pedindo a cabeça do treinador. Será que a demissão
seria a melhor saída? É simples agora assumir um equívoco e bancar os mais de R$12milhões
de multa? Ora, nenhum clube deve se ver pressionado pela mídia e pelos seus torcedores.
A resposta deve ser dada imediatamente e no campo. Time tem, basta virar a
chave.
E nada como um dia após o outro. E assim, normalmente é a vida dos que passam por situações adversas. É sabido que nada dura para sempre, nada mesmo. E sabendo disso, por que no futebol seria diferente?
O melhor time do país indiscutivelmente é o Flamengo, doa a quem doer. E doa a quem doer, aquele que acha que o melhor sempre vencerá. No futebol, estamos cansados de ver Davi vencer Golias. Estamos cansados de ver desastres, jogos inacreditáveis e derrotas sem explicações. A competência e a coletividade valem mais do que qualquer equipe considerada galáctica.
Bem, esse não é o caso do Flamengo de hoje. É fato que o time tem com certeza explicações para o péssimo momento que vive, aliás, que insiste em permanecer, desde a volta aos gramados no período de pandemia. O torcedor apaixonado, acostumado com um ano mágico de 2019 e um 2020 que começou promissor com três conquistas em 10 dias (Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Taça Guanabara), viu a pandemia chegando também no planejamento do clube.
Por mais que possa parecer desculpas, é fato e insisto em dizer, que após a parada, tudo mudou na Gávea. Jorge Jesus não era o mesmo cara vibrante. Os jogadores não falavam a mesma língua em campo e assim seguem. Mesmo assim,sem atuar 60% do que se esperava, conquistou o 36º campeonato carioca contra um valente Fluminense.
O time há tempos demonstra desinteresse e falta daquela alma de raça e de todos jogando por todos. O problema é que está virando rotina. Qual o motivo? Redução de salários? Pagamentos dos direitos de imagem postergados para começarem ser pagos a partir de janeiro de 2021? Propostas batendo na porta? Insatisfação com o projeto do ano?
Para piorar, veio então a saída do treinador mais vitorioso do clube - Jorge Jesus e sua competente comissão. Está certo que Marcos Braz logo buscou alternativas e fechou com o então ex-auxiliar de Pep Guardiola, o senhor Domènec Torrent. Solução rápida e pelo que tudo indica, equivocada. Calma, ainda é cedo para qualquer avaliação, mesmo com invenções sem necessidade, quando se tem uma equipe pronta e que só precisa de um novo "carinho", "broncas pontuais" e coletividade nas escolhas do que ir a campo.
Ora, muitos rubro-negros acreditavam que o Brasileirão seria novamente um verdadeiro baile e que o Flamengo voaria sem concorrência. É bem verdade que foram apenas duas partidas, sendo que na primeira, contra a então sensação Atlético MG, a pontaria e falta de competência foram mais destaques do que o baile levado pelo Atlético GO na noite de ontem. Agora, será que entrar em pânico nessa hora é a melhor solução? A história mostra que não.
O elenco é fortíssimo, basta saber escolher as peças e aceitar que falta um trabalho mais profissional. O preparo físico é fundamental. Treinos táticos, exaustivos, finalizações, a bola parada, que cá entre nós, não funciona há muito tempo, idem. Só que o tempo é curto, é jogo a cada três dias, e o que fazer? Inventar esquemas como a que vimos ontem? Jamais. Cadê os capitães (Everton Ribeiro, Diego Alves e Diego Ribas) para orientar e dividir opiniões do que pode ser feito para voltar as vitórias?
Talvez a palavra chave, além de trabalho, seja ousadia. Sim, colocar para jogar os meninos da base, dar chances com mais frequência para Gustavo Henrique que é mais jogador que o contestado e já sem clima, Léo Pereira, Pedro, jogando na posição certa, Thiago Maia, Diego, Michael e Pedro Rocha, entre os titulares. Os "medalhões" precisam se ligar que não existe ninguém blindado e muito menos que cabe espaço para uma fogueira de vaidades, no qual todos estão ganhando e bem.
Chega de soberba e de acreditar que a supremacia existe, mesmo sem jogar bem. As atuações estão envergonhando o torcedor. Passou da hora de limpar a roupa suja de dentro para fora.
Para quem não se recorda, desde 1997, o Flamengo não sofria duas derrotas seguidas no Nacional. A torcida precisa jogar junto com o time. A falta da presença nos estádios, sem dúvida atrapalha, e sim, isso não é uma exclusividade, mesmo para o time de maior torcida.
O Flamengo em breve irá acordar e jogará o que se espera dele. Basta se planejar direito, correr atrás para terminar bem esse primeiro turno que tem muito chão pela frente, e no paralelo, focar na Libertadores e até mesmo na Copa do Brasil, torneios esses que não contam com tempo de ajustes, ou seja, qualquer erro será crucial para o restante da temporada.
Faça a sua aposta. Para quem não é Flamengo, aproveite esse momento de deleite, porque em breve, terá que aguentar a equipe que voltará para o seu verdadeiro patamar, afinal, em situações normais, só ele para vencer ele mesmo.
E mais uma vez, Palmeiras e Corinthians decidirão o Paulistão. É bom que se diga, que ambas as equipes estão aquém das expectativas.
O retorno aos gramados fez bem ao Corinthians. Mesmo jogando mal, o time é cirúrgico e encontrou em seu volante a solução para chegar a final. Éderson é o cara do momento no alvinegro.
Foram quatro partidas sem saber o que é levar um gol e 100% de aproveitamento. O volante marcou em três dessas partidas, a última ontem, na vitória sofrida por 1x0.
É importante que se diga que a semifinal contra o Mirassol foi polêmica. Expulsão de Juninho, após a entrada em Carlos Augusto, ao meu ver, de maneira correta, uma vez que foi imprudente, porém sem a necessidade de VAR.
O que incomoda é a falta de critérios, como o da entrada de Fagner em Morato contra o Bragantino nas quartas de final, enfim, coisas do futebol e que levam a pensar nas possíveis armações e favorecimentos.
E vale ressaltar que já tinha ocorrido o erros dos resultados dos testes de Covid-19, o que prejudicou a preparação do elenco, sendo que foi informado que 26 funcionários estavam infectados e destes 9 jogadores, sendo 6 titulares.
Como será o teste com o Palmeiras?
Bem, o fato é que o sonho de conquistar o tetra segue vivo e novamente contra o seu maior rival. 2018 será repetido? Cedo para afirmar.
Do lado palestrino, o torcedor está receoso. Luxemburgo ainda não acertou bem o time sem a presença de Dudu, que já deixa saudades. A vitória contra a Ponte Preta foi suada e justa. O time fez um jogo melhor do que nas três anteriores e perdeu muitas chances. Vê na juventude a possível solução sem custo. Gabriel Menino chamou a responsabilidade e Patrick de Paula é o xodó de Luxa e mostrou personalidade. Foi dele o gol do placar magro e carimbo para às finais.
E o que esperar? Se perder, Luxa cai do comando? Se ganhar, o time desencana de investir em um substituto que parece não existir no elenco? Acredito que independente do resultado, o treinador permaneça e o clube traga algum jogador para fortalecer o elenco.
Os jogos serão quentes, isso ninguém dúvida. O Palmeiras já antecipa a sua preocupação com a arbitragem. Faz parte, só que deveria pensar que pode vencer o rival, mesmo que haja certos benefícios, o que espero, de verdade, que não ocorra.
É muito ruim esse tipo de final e polêmicas. A pressão do árbitro começa antes mesmo dele ser escalado. Precisa de experiência e personalidade para não entrar na pilha.
A primeira partida acontece na próxima quarta-feira, dia 05/08 às 21h30, em Itaquera. A decisão final, será no sábado às 16h30, na casa do Palmeiras.
O campeão leva além da taça, um prêmio de R$5 milhões de reais.
Vamos torcer para que essa rivalidade acirrada e bem equilibrada (128V do Corinthians contra 127 do Palmeiras) seja digna de uma final honesta e justa.
E deu a lógica! O Flamengo, mesmo sem ser o Flamengo que encantou os amantes do futebol no ano passado e antes da pandemia fez valer a sua superioridade sobre o Fluminense.
Thiago Ribeiro / AGIF
E o 36º título do Carioca veio com uma vitória de 1x0, gol de Vitinho, o mesmo, que no ano passado marcou o gol do título contra o Vasco na final. É no mínimo um iluminado em finais.
O tricolor fez o que pode, mesmo tendo um adversário aquém de sua inspiração e potencial. Pelo fato de ser um rival histórico e que lutou reconhecendo as suas limitações, valorizou ainda mais a conquista. É bem verdade que o Flamengo, ainda mais nessa segunda partida, jogou com inteligência e para o gasto.
É claro que o título estadual era uma obrigação para esse time milionário. Para esse time que passou a impressão de arrogância por querer e por voltar mais cedo aos treinos. Arrisco dizer que era o Brasil inteiro contra os mais de 42 milhões de flamenguistas. O Mais-Querido do Brasil já se acostumou a jogar contra tudo e contra todos.
Ora, é sabido que sempre tem o "time da vez", então, por que achar que com o rubro-negro seria diferente? Contra os fatos não há argumentos. Erros e acertos fazem parte do dia a dia de qualquer clube. As escolhas devem ser respeitadas, afinal, não existe certo ou errado e sim resultados. E os do Flamengo beiram a perfeição.
O Flamengo é ao meu ver, um time que deve ser copiado, que deve ser estudado e prestigiado por quem espera um futebol mais moderno e de resultados. E sim, pode ser criticado, invejado, amado ou odiado, desde que te faça feliz.
O importante é cada um ter a sua opinião. E que fique claro, se nem Jesus agradou a todos, por que eu ou o clube deveria se preocupar com isso?
O fato é que no Rio de Janeiro, o Flamengo reina. Agora são 36 títulos contra 31 do Fluminense, 24 do Vasco e 21 do Botafogo.
E voltando ao assunto de agradar, Jesus, o do rubro-negro agradou e agrada muito. Mesmo há algum tempo sem ser aquele treinador falante, aguerrido na sua área técnica, tem o respeito e carinho do torcedor ou da maioria. O homem já faz história. Primeiro quebrou o jejum de um treinador estrangeiro voltar a levantar a taça na Gávea, o último foi o argentino Armando Renganeschi em 1965. Jesus chegou a sua quinta conquista(sem contar a Taça Guanabara) e está a um título oficial de igualar o maior treinador vencedor do clube, o saudoso, o eterno violino e inesquecível Carlinhos.
A frente do clube foram até aqui 56 jogos com 43 vitórias, 9 empates e apenas 4 derrotas.
Bem, isso pode não ocorrer, pelo menos agora, uma vez que o português deve realmente estar de saída. As manchetes nos mostram apenas especulações, armações, faltas de respeito e desejos para o bem ou para o mal. Seja lá o que for, cabe apenas ao senhor Jorge resolver e decidir o que acredita ser o melhor para ele e para o clube. A vida é dele.
Penso que não cabe a mim, a você e muito menos a grande parte da imprensa julgar e dizer o que acha ou deixa de achar. Se ele é ou não ingrato. Se o Flamengo, em caso de saída do treinador será ou não sacaneado. Menos, menos, por favor. O certo é que a vida sempre seguirá e para o bem de todos que tenhamos logo essa definição.
E se a mesma for pela despedida, a nação rubro-negra sem Jesus ficará sentida, triste e preocupada. Preocupada em aguardar pelo novo comandante que terá a missão de manter a hegemonia no futebol brasileiro e principalmente manter a fórmula desenvolvida com profissionalismo e resultados positivos.
O Brasileirão, a Libertadores e a Copa do Brasil é logo ali e tem que ter planejamento para serem conquistadas. O plantel do Flamengo é enorme e seu time considerado C, poderia ser o número 1 de muitos clubes. Assim, a obrigação de título no ano vai além do carioca.
A ordem na equipe é manter os pés no chão. A tropa de JJ provavelmente terá um novo comandante. E se esse for no mínimo inteligente, terá nas mãos a chance de fazer uma linda e histórica passagem como a do portuga gente boa! Faça a sua aposta e até a próxima!
O preço de se manter no topo não é barato. O Flamengo hoje,
é sem sombra de dúvida o time a ser batido no país. Estar em cima nem sempre é uma
vantagem. Foi assim com os outros que já estiveram nessa situação. Recentemente,
por exemplo, Palmeiras e Corinthians.
O Flamengo está perto de mais uma conquista em 2020. Trata-se
do campeonato carioca, que assim como os outros regionais, devido a pandemia corre
o risco de sumir do calendário dos “grandes” nas próximas edições. Eu não
acredito nisso, apenas penso que deveria ser pensado em novas fórmulas.
De volta ao presente, muitos colocaram o Flamengo como o grande
favorito contra o Fluminense, e cá entre nós, mesmo sendo um clássico, seria um
erro, se assim não pensassem todos.
O problema é que a impressão que o Flamengo passa de
soberba, pressão da imprensa, a falta de torcida no estádio, falta de dinheiro
por evento em caixa, especulações se Jorge Jesus fica ou sai, pesam para as atuações
recentes.
Os dois duelos contra o tricolor mostraram um Flamengo longe
do que estávamos acostumados a ver. Um time sem vibração durante todo os 90’.
Um time que hoje está mais apostando na individualidade de seus jogadores do
que no coletivo.
Em nenhum momento o time se considerou um “bicho-papão”,
isso fica para a imprensa. O fato é que o esquema parece manjado. Que todos os
adversários que entrarem em campo sem a vontade de vencer ou se exporem ao
risco, podem ainda sair vencedores. É o futebol.
É bem verdade que nessa primeira final, ficou claro que o
Fluminense,mesmo derrotado por 2x1, se arriscou mais e teve as melhores oportunidades, porém a falta de
competência, que dificilmente falta ao time rubro-negro, custou caro, como faz custar
caro, essa 36ª conquista do regional carioca,
que é dada como tranquila aos flamenguistas.
Na quarta-feira, a bola rola pela última vez nesse carioca,
e a expectativa é de que o time de JJ volte a abrilhantar os apaixonados pelo
Esporte Bretão com um jogo de toques de bola, envolvimento e classe. Do lado
tricolor, a expectativa é de conseguir manter o leite tirado de pedra e transformar
em gols, as chances criadas. Tudo pode acontecer, na partida que já começou
quarenta minutos antes do nada, como já dizia Nelson Rodrigues.
E o Rio de Janeiro segue colorido de vermelho e preto. Só
que antes de eu entrar na glória e na alegria de mais uma conquista, é impossível
não se lembrar dos Meninos do Ninho. A tragédia, devido uma terrível
negligência, seja do clube, do corpo de bombeiros e das autoridades segue sem
data para terminar.
O clube ofereceu aos familiares um valor maior do que é oferecido
as famílias que passam por esse tipo de tragédia. Toda a atenção foi dada, a
questão é o “oportunismo” de A ou B em querer dar um fim da forma que entenda
seja a mais conveniente.
O clube na ocasião ofereceu R$1 milhão as famílias, os
advogados pediram R$2milhões, e agora com o aumento do dinheiro nos cofres,
devem se aproveitar e pedir ainda mais. Agora, será que existe um valor certo
para uma morte desse tipo? Dá para saber o que é justou não? Ora, o valor da
vida das crianças não tem preço e muito menos fará com que as famílias esqueçam
o ocorrido. Assim, o fato aqui, ao meu ver não é o valor que se pagará, e sim,
de punir de uma vez por todas, quem deve ser punido. A impunidade deve acabar
nesse país.
A vida seguiu e jogo a jogo o torcedor do Flamengo apoiou e
cantou pelos meninos. A equipe sempre dedica as vitórias a eles também, inclusive,
desde o acidente, deixaram claro que buscariam os títulos para os 10 meninos.
Até agora, apenas quatro famílias chegaram ao acordo. Vamos aguardar os
próximos capítulos.
De volta as quatro linhas. O torcedor do Flamengo comemorou mais
um título. Se a épica vitória contra o River Plate, de virada por 2x1 lavou a
alma e eternizou o nome do clube como o melhor da América, desta vez, em menos
de 24 horas e sem entrar em campo, o Mengão pode gritar novamente “É campeão”. Desta
vez, o grito foi pelo Brasileirão, o que não ocorria desde 2009.
O sétimo título brasileiro veio com legitimidade e com muita justiça, doa a quem doer, inclusive sem o apoio dos clubes presentes no módulo verde de 87 e do oportunista Sport de Recife.
A campanha nesse ano foi espetacular. Basta lembrar nas primeiras 9 rodadas do torneio, antes da parada para à Copa
América, quando a maioria dos jornalistas e principalmente os torcedores do
Palmeiras já consideravam a equipe paulista como o campeão bem antes do
término.
Ora, é claro que o clube Palestrino ignorou e sabia que a
jornada seria longa. E como foi. O Verdão chegou a abrir uma vantagem de oito
pontos para o rubro-negro. Viu essa vantagem cair de forma avassaladora, após a
chegada de Jorge Jesus e de novas peças. Isso sem falar que tiveram de se
contentar com a diferença atual que é de 13 pontos, ou seja, o time carioca ganhou
21 pontos para chegar à conquista.
O planejamento, montagem do elenco e sobretudo de seu
comandante fizeram a diferença. Os dirigentes do rubro-negro abriram os cofres.
Trouxeram laterais, defensores, meias e atacantes de peso para fazer de 2019 o
ano para não ser esquecido.
É bem verdade que o time caiu precocemente na Copa do Brasil.
E daí? Mesmo assim teve cabeça e tranquilidade para dar um passo de cada vez,
comer pelas beiradas e alcançar o que para muitos era inimaginável, vencer a
Libertadores e o Nacional.
Os números são impressionantes: 25 vitórias, 81 pontos,
apenas três derrotas e seis empates. 73 gols marcados e apenas 23 sofridos. 21
jogos de invencibilidade, a maior desde 71, entre todos os clubes.
O dinheiro e arrecadação só aumenta: Com a conquista do Bi
da Libertadores, o clube ganhou R$85 milhões no total, somando as fases em que
se classificou. Na conquista do heptacampeonato foram mais R$33 milhões. A
torcida com sua presença alarmante nos estádios gerou uma receita de quase R$90
milhões. Isso sem falar de TV , sócio-torcedor e a possibilidade de levar maus
um mundial.
Definitivamente o cheirinho acabou. O nariz desentupiu de
vez e o gosto de quero mais seguirá com tudo, afinal a previsão é de um
investimento de até R$500 milhões no futebol em 2020. É aguardar para ver.
Enquanto isso, meus parabéns a Nação rubro-negra e vamos
seguir em festa porque merecemos!!
O dia 23 de novembro jamais será esquecido pelo torcedor do Flamengo, seja os presentes no estádio Monumental, em Lima, no Peru. O rubro-negro que em 1981 e na mesma data conquistou a América contra o Cobreloa, do Chile, repetiu a dose.
O Flamengo é realmente é o time do ano. Desde a chegada do técnico português Jorge Jesus, o Mister, o time encantou com o espetacular plantel formado.
O resgate do verdadeiro futebol brasileiro, de ousadia, vontade de vencer, alternâncias táticas e um time que jamais desistiu de chegar no ponto alto como conto a seguir.
Queira ou não, o Flamengo desde os tempos de Bandeira de Mello plantava o que hoje se colhe. A saúde financeira para contratações, melhorias de estruturas, entre outras coisas que o coloca como modelo mundial só cresce.
Só que o torcedor vive de títulos, conquistas que lavam à alma. Assim, se desde 2013 o "título grande" ficou pelo caminho, levando as dores e brincadeiras do Brasil inteiro para o tal "cheirinho", agora essa zica acabou nas mãos de Rodolfo Landim e sua diretoria pé quente.
O time é um verdadeiro esquadrão e não depende apenas de um ou dois jogadores. Todos sabem a importância de jogar em prol da coletividade, esquemas e jogar pela Nação.
A Libertadores que sempre assombrou nas últimas edições com eliminações precoces e vergonhosas, quase deu suas caras também em 2019. Sim, o Emelec quase fez o que os rivais desejavam. Só que dessa vez, como foi em toda a temporada, o Maracanã realmente foi nosso.
A vitória de virada contra o River Plate foi emblemática, histórica e testou corações, sobretudo o meu. A camisa pesada do time argentino entorta varal, como entorta e muito a nossa também.
O drama de levar um gol da maneira que foi, com a ótima dupla Arão e Gérson falhando, após displicência do experiente lateral Filipe Luís se fez presente.
Era a hora de provar que o time tem emocional para reverter as adversidades. O River de Marcelo Gallardo marcou em cima, jogou no alto, como gostamos de jogar, deixava sempre dois jogadores para cada um rubro-negro. Estava difícil.
O tempo passava e tudo indicava que não daria dessa vez, mesmo o Flamengo sendo outro na etapa final. Só que não daria para quem não sabe o que é ser de fato Flamengo. Um time que luta para os apaixonados torcedores do asfalto, do morro, seja rico ou pobre e que é de Deus e do povo do meu coração. Um time que literalmente joga junto pelo objetivo final.
Se o tradicional time argentino soube jogar e parar nossas principais jogadas, principalmente com o excepcional Éverton Ribeiro, esqueceu que o jogo só acaba quando o juiz apita. Bastou o trio Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, o Gabigol, responsáveis por 86 gols marcados no ano entrar em ação para que antes do apito final, os 3' mais vibrantes da história do clube se eternizasse.
O resto você já sabe. Foi uma festa rubro-negra, um avalanche vermelho e preto por todo país, uma loucura que superou as conquistas da Copa do Mundo, enfim, como é maravilhoso ser Flamengo.
O título é incontestável e deve fazer bem para o futebol brasileiro. Um esquadrão rubro-negro que assusta quem o enfrenta. Que inveja quem não consegue fazer o mesmo, que busca desculpas para não aceitar que a conquista veio dentro de campo.
O Flamengo só tende a crescer com essa conquista. Grana e mais grana entrando. É fato que se o clube souber cuidar bem desse momento, existe a chance de se criar uma dinastia.
É bem verdade que a tendência é de que craques sairão e que outros chegarão. É sabido que se manter no topo é um desafio, e para isso basta seguir com a receita do que é vestir o manto sagrado e entender que ninguém é maior do que o clube. Entender que ele serve para que o nome de quem o representa entre para a história.
Os dessa conquista já está gravado na memória de todo flamenguista e assim descrevo:
Diego Alves: Se ficou a dúvida se valia a pena ser mantido, após oscilações e indisciplina entre 2017 e 2018, a resposta é sim. Baita goleiro que quando exigido deu conta do recado. É fera no gol.
Rafinha: Finalmente o Flamengo pegou um lateral direito à altura de suas tradições. Mostrou raça, amor e paixão em vestir a camisa. Muita identidade com o torcedor.
Rodrigo Caio: Superou todas as expectativas de quem o "pintava" como jogador de condomínio. Jogou com raça, sangrou e jamais se omitiu nas decisões.
Pablo Marí: De uma incógnita para certeza. Foi um achado da diretoria. Clássico, mesmo quando falhou levantou a cabeça e colaborou e muito. Raça e empenho até o apito final.
Filipe Luís: Lateral clássico, técnico e mesmo quando falha, se recupera e volta para o jogo. Fundamental em muitas partidas. Calou muitos, inclusive eu.
Willian Arão: Um dos mais incontestados jogadores da gestão Bandeira de Mello. Achou o seu lugar com Jesus e foi uma das peças mais importantes para a arrancada.
Gérson: Outra jogada bem feita da diretoria. O meia joga demais e trouxe a categoria e inteligência ao meio-campo..
Arrascaeta: Um jogador impressionante. Uma peça importantíssima para essa competição. Técnico e raçudo, voltou de cirurgia no joelho e mesmo sem estar 100% se entregou ao máximo.
Éverton Ribeiro: Outro da gestão anterior que teve uma temporada impressionante. Técnico, frio e incansável. Jogou por todos os lados e sempre em coletividade. Um verdadeiro capitão.
Bruno Henrique: Esse para mim o melhor jogador brasileiro em atividade. Técnico, rápido e calculista. Vai para dentro dos adversários e se coloca bem para o drible, chute e cabeceio. É a cara do Flamengo.
Gabriel: O cara é iluminado. O Gabigol é realmente o nome do gol. Tem muito a cara do clube, da torcida e não desisti nunca. Artilheiro da Libertadores com 9 gols, ele não para de bater recordes e cravar o nome na história do clube. Foi mais uma vez decisivo.
Vitinho: Ainda não é aquele jogador que a torcida esperava ver, porém é determinado, busca o jogo e fez diferença em algumas partidas. Entrou bem na final. Merece crédito.
Diego: Se tem um jogador que merecia e muito essa conquista, esse é Diego. Mesmo criticado, xingado e até agredido, jamais desistiu de conquistar um título grande no clube. Conseguiu o improvável de retornar aos gramados ainda nesse ano. Entrou muito bem e foi líder. Como sempre, jamais se omitiu e chamou o jogo. Soube entender a importância de fazer parte do grupo, mesmo que na reserva.
Jorge Jesus: Se mostrou um grande conhecedor do futebol bem jogado. Do futebol bonito sem ser pragmático ou por resultados. Jogou junto o tempo inteiro. Literalmente um Mister que jamais será esquecido. Um exemplo a ser seguido para quem ama o verdadeiro futebol.
Outros nomes do elenco como César, Rodinei, Renê, Piris da Motta, Reinier, Lincoln, Rodholfo, Thuller, Berrío, entre outros, também merecem os aplausos. Honraram o manto sagrado.
E as comemorações não devem parar tão cedo. O Brasileirão é logo ali. Um título que virá de forma incontestável e sobrando. Será o maior campeão dos pontos corridos.
Em relação ao Mundial de Clubes, a tarefa não será fácil e é fazer pelo menos a nossa parte, de jogar sem se entregar. É aguardar para ver o que vai dar.
Até a próxima e saudações rubro-negras a essa linda Nação que está realmente em outro Patamar!!!
E não é que deu Athlético PR na Copa do Brasil? E não é que para alguns isso ainda é considerado zebra? E por que isso?
Sim, penso que já passou da hora da mídia, outras agremiações e torcedores respeitarem a história desse clube que coloca o estado do Paraná em evidência há alguns anos.
Se não conhece a história do maior time do Paraná, vale conhecer. Joaquim Américo Guimarães, um apaixonado pelo futebol, quando lançou o Internacional Foot-Ball Club em 1912 e realizava competições amadoras, talvez não imaginava que o então Athletico viraria essa potência e modelo a ser seguido pelos outros.
O clube que nasceu em 1924, após junção do Internacional e do América já passou por diversas coisas em sua vida de 95 anos. Títulos expressivos, rebaixamentos, retornos triunfantes, ídolos históricos, jogadores da base fazendo história, e nomes que também brilharam em outros clubes, exemplo, a dupla Washington e Assis no Fluminense.
O rubro-negro ou simplesmente CAP ou Furacão segue surpreendendo a todos. O trabalho a longo prazo, planejamento, dono do único estádio coberto do país e a ousadia fez e faz a diferença. Sem entrar no passado de glórias e lmbanças de gestão, o presente faz a torcida acreditar cada vez mais em "coisas grandes".
O time que teve um ano brilhante em 2001 quando levou o estadual e o Brasileirão desenvolveu o clube para o sucesso futuro. Demorou mais chegou a hora de poder ser soberbo e tirar onda.
Hoje o CAP conta com um Centro de treinamento que é um absurdo de bom. Padrão europeu que faz com que o time jogue o estadual com um time B sem perder a força e para loucura dos adversários, ainda conquiste a taça.
Só que o clube quer cada vez mais. 2018 chegou a sua maior conquista, o título da Copa Sul-Americana. Na libertadores o time ainda não fez aquela campanha esperada, só que aos poucos criando a "casca", tem tudo para surpreender ainda mais os incrédulos.
E foi assim que levou a taça da Copa Suruga (apenas o Internacional em 2009 venceu entre os brasileiros) e foi passo a passo até levantar a 12ª taça de um clube diferente na Copa do Brasil, contra um estádio lotado e um Internacional ferido e cobrado por melhores dias.
Se em 2013 a taça não veio porque ficou de maneira justa na mão do Flamengo, seis anos depois, com nervosismo e tudo chegou para abrilhantar a campanha competente. Sim, pode não ter dado show, só que foi frio, calculista e competente quando exigido. Um time muito bem armado pelo seu treinador Tiago Nunes.
A partir das oitavas foi drama atrás de drama e lágrimas de confiança.Um gol salvador do argentino Marco Ruben contra o Fortaleza quase no apagar das luzes, a capacidade de segurar o Flamengo dentro do Maracanã, arrancando um empate em 1x1, graças a Rony e vencendo nos pênaltis, depois uma semifinal, no qual foi derrotado pelo Grêmio, em plena Curitiba por 2x0 e conseguiu a proeza de devolver o mesmo placar no estádio do Grêmio e nos pênaltis mostrar novamente a sua capacidade técnica e emocional, carimbou a vaga à decisão.
Na primeira partida o simples 1x0 contra o Colorado serviu em casa. No Beira-Rio a expectativa virou realidade. O Athletico PR começou tenso, errando muito, rifando a bola e mesmo assim, quando teve a bola no chão, chegou ao belo gol de Léo Cittadini. Levou um empate na base da pressão e supremacia gaúcha.
Veio a segunda etapa e um antigo prata-da-casa fez a diferença. Marcelo Cirino entrou pouco antes dos 20' e chamou o jogo. O Inter enfrentou a catimba paranaense e mesmo assim faltou algo a mais para fazer pelo menos um gol para levar para a marca da cal a decisão do título e sim, poderia até ter levado o segundo gol antes mesmo do que conto a seguir, se não fosse a ansiedade athleticana.
Quem bom que quis os deuses do futebol que Marcelo Cirino aos 51' desse um drible desconcertante em Rodrigo Lindoso e Edenílson para encontrar Rony que só teve o trabalho de estufar as redes de Marcelo Lomba e esperar o apito final para gritar é campeão.
A campanha que teve início nas oitavas por estar disputando à Libertadores contou com quatro vitórias, três empates e uma derrota. Foram oito gols marcados e cinco gols sofridos.
Parabéns ao Furacão e que de agora em diante, os mais resistentes também possam conhecer o seu valor.
E lá se foi o primeiro turno do Brasileirão 2019. O líder até aqui é o Flamengo, só que vale lembrar e analisar o que rolou nesses primeiros 19 confrontos.
Quem aí não se lembra do início avassalador do Palmeiras? O atual campeão brasileiro nas primeiras 10 rodadas alcançou nove vitórias e um empate. O rubro-negro, por sua vez nas 10 primeiras teve 6V, 2D e 2E. Já o Santos, hoje o terceiro colocado teve 7V, 1D e 1E.
Desta maneira os "maravilhosos" analistas e comentaristas já cravaram que o Palmeiras nadaria de braçadas, uma vez que os outros dariam atenção à Libertadores, Copa Sul-americana e Copa do Brasil.
Pois bem, as nove partidas restantes para o término do 1º turno o que vimos foi um Santos eliminado na primeira fase da Sula e nas oitavas da Copa do Brasil, o Flamengo, assim como o Palmeiras caindo nas quartas da Copa do Brasil e apenas o time carioca avançando na Libertadores.
Fora isso, a chegada de Jorge Jesus ao Flamengo deu um efeito positivo até aqui. A equipe é sem dúvida a quem mais encanta na competição. Variações táticas, elenco bem utilizado e uma harmonia com a torcida que não se via há tempos. Será que o time finalmente amadureceu para chegar ao tão cobiçado título nacional e por que não o da América? Só o tempo irá dizer.
O certo é que a parada para à Copa América atrapalhou os planos e a caminhada de quem estava bem e ajudou quem precisava de tempo para melhorar ainda mais. Casos assim foi o do São Paulo, que apesar da recuperação caiu bastante nessa parte final do turno, chegando a quatro partidas sem triunfar.
Já o Flamengo se aproveitou bem. Se analisarmos novamente o trio que segue à frente do certame, o então cobiçado Verdão com Felipão caiu de produção e mesmo com a chegada de Mano Menezes conseguiu apenas três vitórias, justamente com o novo treinador e teve quatro empates e duas derrotas. O time da Vila Belmiro que seguiu algumas rodadas na liderança teve quatro vitórias, três derrotas e dois empates. Jorge Sampaoli faz um belo trabalho com o material que tem em mãos.
O Flamengo além de ter vencido os confrontos com os dois acima, ainda teve mais cinco vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota. É o time com o ataque mais positivo (42 gols contra 30 da dupla paulista). Jorge Jesus mudou e muito o Flamengo de Abel Braga.
Então, o que se esperar no returno? Seria um equívoco da minha parte cometer o mesmo erro dos meus colegas de profissão se cravasse que o Mengão nadará de braçadas. Ainda temos muita coisa pela frente. Serão 57 pontos em disputas e semanas exaustivas, semifinal de libertadores no meio e uma necessidade vital do elenco saber trabalhar o emocional da política dos pés no chão.
Vejo dois fatores importantes para o returno:
- Perder pontos para os considerados times pequenos será inadmissível. Palmeiras e Santos tropeçaram contra o CSA, por exemplo.
- vencer jogos grandes, sobretudo os clássicos também será primordial para a arrancada. Nesse quesito hoje vejo o Flamengo superior aos seus rivais cariocas e os paulistas com equilíbrio. desta maneira, teoricamente o atual líder deve somar 9 pontos, enquanto seus adversários diretos conquistem no máximo 6. É aguardar para ver.
Na parte da degola, o suspense se nesse ano um 'gigante" cairá, sinceramente, eu acredito que saberemos com mais certeza quando estiver faltando 4 rodadas, e podem me cobrar.
Sim, imagino que Cruzeiro, Fluminense e Vasco sobreviverão perante Ceará, Fortaleza e Goiás. Já a Chapecoense, o Avaí e o CSA, dificilmente conseguirão uma sequência de vitórias.
E é bom que se diga que tudo pode acontecer no futebol e se esses hoje decretados rebaixados, se fizerem a lição de casa, aí sim podem surpreender a mim e a tantos outros que insistem em arriscar os palpites.
E infelizmente não é uma exclusividade do Fluminense. Os considerados grandes do Rio de Janeiro, exceção do Flamengo, apesar da falta ainda daquele título tão esperado e que pode finalmente vir nesse ano, todos passam por problemas financeiros e estruturais.
o Botafogo ainda vê uma luz no fim do túnel, após o acerto com a família dos irmãos Moreira Salles, o que convenhamos tem tudo para dar certo e fazer o time honrar o apelido de Glorioso, só que não será imediato, mesmo porque o enorme buraco precisa ser fechado.
O clube empresa há tempos é visto como a solução dos clubes, e atualmente está na pauta de Rodrigo Maia na Câmara. E é sabido que no Brasil a questão é o imediatismo. Planejamento dá certo com paciência e por isso quase nunca vemos. Ver um trabalho ser interrompido porque os resultados não agradam é uma coisa muito séria no futebol. Acabar com filosofias de uma hora para outra nem sempre é a melhor solução. Ou você acha válido trocar os pneus com o carro andando? Na Maioria das vezes acaba sendo um tiro no pé e mesmo assim, muitos insistem em manter.
O tricolor carioca é a bola da vez. Fernando Diniz foi demitido, após a derrota para o CSA, em pleno Maracanã. Coisas do futebol? Sim. Culpa dos atacantes? Também podemos afirmar que sim. Só que é fato que ter apenas um futebol considerado bonito não resolve a questão, como quem, por exemplo, é feio de olhos verdes. Precisa é de solução. Diniz já provou ser um cara que não muda o que pensa ser o melhor e oque acredita. Talvez aí o grande erro, a falta de flexibilidade e um time menos previsível, apesar das peças, perdas e situação do clube.
No futebol os resultados é que contam. Infelizmente, muitas das vezes as que vencem são aquelas equipes que jogam de maneira pragmática, sem brilho e com certa violência. Só que para a torcida e a diretoria o que vale é ser campeão a qualquer custo. Dane-se o espetáculo e viva a soma de pontos, o saber jogar pela chamada "uma bola" ou simplesmente ver funcionar o que foi treinado exaustivamente como a bola parada, que no fim vira a "arma" contra as limitações reconhecidas.
O caso de Diniz é assim, um treinador que tenta implantar por onde passa um futebol bonito, de toques, alto na marcação e ao mesmo tempo, que acaba se tornando exposto. Foi assim no Grêmio Osasco e no Athletico PR.
Ora, no futebol o que vale é o gol. E nesse quesito o treinador demitido sofreu a seu favor no Brasileirão. O Fluminense levou 25 gols nas 15 primeiras rodadas do campeonato e marcou apenas 19. Atualmente soma apenas 12 pontos, uma média de 0,8 por jogo. Os números não mentem, teoricamente para se salvar são necessários 45 pontos, ou seja, o tricolor terá que somar mais 33 pontos em 23 jogos, uma média de 1,44 pontos ou 80% de melhora.
No total a frente da equipe das Laranjeiras foram 44 jogos com 18V / 11D / 15E. Foram 71 gols a favor e 48 contra.
Deixou o time classificado para as quartas de final da Copa Sul-Americana para medir forças contra o embalado Corinthians. O interino Marcão terá a complicada missão de seguir adiante até que seja lá quem for assuma a dura missão de comandar o Flu.
Hoje, me perdoe os tricolores, mas é certo afirmar que o time das três cores que traduzem tradição lutará para não voltar a série B. E que descubram os culpados!
E o Palmeiras em uma semana já apresenta um outro ambiente. De um time que era visto como difícil de ser batido na temporada, agora é visto com deficiências como qualquer outro.
E o que acontece com os comandados de Felipão? Ora, já era sabido que a parada para à Copa América mexeria com todos os clubes, seja para o bem ou para o mal. No caso do Palmeiras, a parada fez mal e mostrou uma realidade, a de que o time é comum e que uma hora perderia a sua eficiência e competência.
É impossível não reconhecer a força do time que estava invicto na temporada, que não perdia desde o ano passado, que quase chegou na marca de 20 jogos sem ser superado. E também era impossível imaginar algo diferente após à Copa América.
A derrota no amistoso contra o Guarani, a vitória sem brilho contra o Internacional, o empate com o São Paulo, a derrota para o mesmo Colorado, o que resultou na eliminação da Copa do Brasil e por fim, a derrota para o Ceará, em mais uma rodada do Brasileirão.
Desta maneira vieram as cobranças da torcida. Exageradas? De certa maneira justas, uma vez que sempre apoiou as alternativas do treinador em montar um time A ou B. É complicado apoiar a insistência e a teimosia a mudança do que vinha dando certo. O torcedor não suportou ver o time perder dois jogos seguidos com o time considerado titular e já estar há três jogos sem saber o que é vencer.
A questão é que alguns nomes não agradam. Lucas Lima e Deyverson são apenas alguns destes, inclusive devem dar lugar a Raphael Veiga e Willian. Jogadores considerados essenciais e que se ausentam na hora H como Felipe Mello e Dudu, que não bateram os pênaltis contra o Internacional.
É, pelo visto, as mudanças não serão poucas interna e externamente. Hoje, outra novidade deve ser o retorno de Gustavo Scarpa ao time titular. O time está bem desgastado e precisa provar que tem banco à altura a partir das 21h30(hora de Brasília), no estádio Malvinas Argentinas em Mendoza.
Como se não bastasse o problema enfrentado no voo para chegar à Mendoza, a obrigação de vencer o duelo contra o Godoy Cruz, da Argentina é uma realidade e visto como um divisor de águas.
Faça a sua aposta.
Apesar de ser um time argentino, vale lembrar que esse se classificou na bacia das almas e que está em formação para o início do campeonato local e sem o entrosamento com as novas peças contratadas.
Já o time brasileiro fez 15 dos 18 pontos possíveis na primeira fase e é um time experiente. Agora é a hora de mostrar maturidade para mudar a chave e voltar a ter paz e tranquilidade para a partida de volta em sua casa no dia 30 de julho.
Penso que a vitória o Palmeiras virá se o time resolver atuar sem medo e de forma menos burocrática. Trabalhar a bola parada é importante, só que na minha opinião, criar alternativas de inversões de posições e os chutes de fora da área devem ser a estratégia usada hoje.
Ainda creio que o time brasileiro no fim, agradecerá por ter tido o Godoy Cruz no momento que mais precisava para se recuperar.
E o Flamengo deu uma sonora goleada no Goiás. A maior goleada do Brasileirão desse ano. O placar de 6x1 foi um reflexo de como o novo treinador rubro-negro espera ver sua equipe jogar.
Jorge Jesus ou se preferir, o "Mister" montou um Flamengo solto, rápido e muito ofensivo. A equipe foi envolvente e sem medo de ser surpreendido. Jesus fez o que muitos já pediam desde os tempos de Abel Braga, um esquema em que os meias Diego, Arrascaeta e Everton Ribeiro jogassem juntos para abastecer o ataque com Bruno Henrique e Gabriel. Desde que chegou ele avisou ao elenco que com ele era vencer ou vencer.
É bem verdade que o esquema com apenas um volante, no caso Willian Arão e não o até então intocável Cuéllar deixou o time mais exposto.
Se analisar a partida é fácil perceber que após o empate o time Esmeraldino quase virou em duas oportunidades. Ao não ser competente, teve que se contentar com o uruguaio jogando a sua melhor partida, desde que chegou à Gávea, inclusive conseguindo fazer um hat-trick pela primeira vez na carreira e o restante do esquadrão bombardeando o gol de Tadeu, que evitou um placar ainda mais elástico como um 9x1.
Por isso, sinceramente, e daí ficar exposto? Será que não vale usar sempre o que se tem de melhor e buscar o máximo de gols possíveis, mesmo correndo o risco de levar tantos outros? Futebol deve sempre ser jogado para frente, sem medo e muito menos freado quando se está "faminto".
O fato é que nem sempre será possível repetir esse placar e tão pouco o esquema "suicida". Cada adversário é um adversário e se Jesus cometer o erro de seu antecessor Abel Braga em insistir em não rodiziar o elenco, provavelmente sofrerá as consequências.
O torcedor do Flamengo está carente de um título grande. O clube está com os cofres recheados, gastando a cada semana que passa mais e mais, em busca dos objetivos no ano.
Pablo Marí e Gerson foram as bolas da vez. Ainda há um desejo por um lateral esquerdo e um atacante. Nomes especulados é o que não falta, assim como de quem sai. Cuéllar é um sério candidato ao adeus, será?
O mês de julho será determinante para o time carimbar as vagas às semifinais da Copa do Brasil e às quartas da Libertadores, além de se manter firme e forte na cola do Palmeiras. O planejamento será essencial, assim como a guerra de vaidades.
É esperar para ver se o elenco recheado de bons jogadores apoiarão as decisões de Mister para seguir na busca do que exige uma parte de seu lindo hino que é "vencer, vencer, vencer" ou se terminará mais uma vez com um "Ai Jesus", independente de ser ou não o Fluminense.
Faça a sua aposta. A minha é que se tiver competência chegará as tão sonhadas conquistas.